A invasão Corinthiana.

A invasão corintiana ao Maracanã foi um evento em que milhares de torcedores do time de futebol brasileiro Corinthians, da cidade de São Paulo, viajaram até o Rio de Janeiro para assistir partida única da fase pré-final (semi-final) do Campeonato Brasileiro de 1976,disputada entre o clube paulista e o Fluminense.
O jogo ocorreu no estádio do Maracanã em um domingo, às 17h, do dia 5 de dezembro daquele ano. Das quase 147 mil pessoas presentes no estádio, calcula-se que cerca de 70 mil eram torcedores corintianos que se deloscaram de São Paulo em direção a capital fluminense, por ônibus, trem, avião ou automóvel particular. Alguns milhares de torcedores de clubes grandes cariocas e rivais do Fluminense – como o Vasco da Gama, o Botafogo e o Flamengo – teriam ajudado a completar a “divisão ao meio” do Maracanã em favor de Fluminense e Corinthians, respectivamente.
Em 2006, Francisco Horta (então presidente do Fluminense na época da partida) revelou que disponibilizou uma carga de 70 mil ingressos aos corintianos e que entregou pessoalmente ao então presidente corintiano, Vicente Matheus, na cidade de São Paulo. O próprio Horta admitiu que jamais esperava a aparição de 70 mil corintianos no Maracanã. Jamais o futebol nacional havia visto um número tão elevado de torcedores de um time visitante, já que costuma-se distribuir apenas uma pequena parcela da carga total de ingressos ao clube visitante.[carece de fontes]
O Fluminense entrou em campo para o jogo na condição de favorito. O gol de Pintinho parecia confirmar os prognósticos favoráveis aos cariocas. Mas então, começou a chover e o Corinthians, com empenho e raça, conseguiu o gol de empate, com uma puxeta de Ruço após a bola ser desviada de cabeça na pequena área do Fluminense. Depois do gol, a chuva aumentou. No segundo tempo, o gramado do Maracanã estava pesado e dificultava o toque de bola das equipes. Após o empate no tempo normal e prorrogação, a decisão foi para os pênaltis. O goleiro corintiano Tobias pegou duas cobranças e o Corinthians sagrou-se vencedor da partida, classificando-se para a final do nacional.

A invasão corintiana ao Maracanã foi um evento em que milhares de torcedores do time de futebol brasileiro Corinthians, da cidade de São Paulo, viajaram até o Rio de Janeiro para assistir partida única da fase pré-final (semi-final) do Campeonato Brasileiro de 1976,disputada entre o clube paulista e o Fluminense.O jogo ocorreu no estádio do Maracanã em um domingo, às 17h, do dia 5 de dezembro daquele ano. Das quase 147 mil pessoas presentes no estádio, calcula-se que cerca de 70 mil eram torcedores corintianos que se deloscaram de São Paulo em direção a capital fluminense, por ônibus, trem, avião ou automóvel particular. Alguns milhares de torcedores de clubes grandes cariocas e rivais do Fluminense – como o Vasco da Gama, o Botafogo e o Flamengo – teriam ajudado a completar a “divisão ao meio” do Maracanã em favor de Fluminense e Corinthians, respectivamente.Em 2006, Francisco Horta (então presidente do Fluminense na época da partida) revelou que disponibilizou uma carga de 70 mil ingressos aos corintianos e que entregou pessoalmente ao então presidente corintiano, Vicente Matheus, na cidade de São Paulo. O próprio Horta admitiu que jamais esperava a aparição de 70 mil corintianos no Maracanã. Jamais o futebol nacional havia visto um número tão elevado de torcedores de um time visitante, já que costuma-se distribuir apenas uma pequena parcela da carga total de ingressos ao clube visitante.[carece de fontes]O Fluminense entrou em campo para o jogo na condição de favorito. O gol de Pintinho parecia confirmar os prognósticos favoráveis aos cariocas. Mas então, começou a chover e o Corinthians, com empenho e raça, conseguiu o gol de empate, com uma puxeta de Ruço após a bola ser desviada de cabeça na pequena área do Fluminense. Depois do gol, a chuva aumentou. No segundo tempo, o gramado do Maracanã estava pesado e dificultava o toque de bola das equipes. Após o empate no tempo normal e prorrogação, a decisão foi para os pênaltis. O goleiro corintiano Tobias pegou duas cobranças e o Corinthians sagrou-se vencedor da partida, classificando-se para a final do nacional.

Promoção do jogo

Logo nos primeiros dias após a definição da classificação das equipes, os presidentes de Fluminense e Corinthians trataram de realizar a promoção da partida. Segundo o presidente tricolor Francisco Horta, ele conversou com o colega corintiano Vicente Matheus para que os dois pudessem promover o jogo na mídia. Horta foi à cidade de São Paulo e participou de programas esportivos. Em comum acordo, os presidentes de Fluminense e Corinthians acertaram a divisão de ingressos para a partida. Quando foi à São Paulo, Horta levou pessoalmente a carga de 70 mil ingressos ao Parque São Jorge, e Matheus pagou tudo à vista.

Ao mesmo tempo, os próprios dirigentes tentavam fazer provocações na mídia espotiva, com a intenção de promover o confronto. No dia 29 de novembro, um dia após a definição dos quatro semifinalistas do Campeonato Brasileiro de 1976, Horta fez “uma polêmica declaração” que seria capitaneada por Matheus para mobilizar os corintianos ao longo daquela semana rumo ao jogo decisivo do Maracanã: “Que os vivos saiam de casa e os mortos saiam das tumbas para torcer pelo Corinthians no Maracanã, porque o Fluminense vai ganhar a partida.” A “declaração polêmica” de Horta teve efeito imediato e se tornou um dos principais assuntos da imprensa esportiva paulista antes da decisão, ao que se somou a empolgação geral de torcedores do Corinthians com a classificação para a semifinal do nacional – a maior euforia desde que o clube havia disputado a decisão estadual do Campeonato Paulista de 1974 contra o Palmeiras, e gerou um clima para dar uma resposta ao dirigente do clube carioca.

Chegada ao Rio

Mesmo com a promessa de transmissão direta da partida pela TV para o Estado de São Paulo, milhares de corintianos começaram a se dirigir para a cidade do Rio de Janeiro. O movimento na Rodovia Presidente Dutra aumentou a partir do dia 3 de dezembro, dois dias antes da partida, e se intensificou ainda mais no dia seguinte, sábado, dia 4, “quando milhares de autos particulares, ‘peruas’ e ônibus deixaram São Paulo com destino ao Rio de Janeiro, conduzindo torcedores para assistir” o jogo no Maracanã. O movimento de torcedores quebrou o recorde de volume de tráfego na via, de acordo com Departamento Nacional de Estrada de Rodagem, que implantou uma operação inédita até o momento e única até os dias atuais, a denominada “OPERAÇÃO CORINTHIANS” . Depois da grande movimentação entre sexta e sábado à noite, o tráfico na Dutra estava “abaixo do normal” na manhã de domingo.

Ao chegarem, muitos corintianos percorriam ruidosamente as ruas de Copacabana e áreas centrais do Rio. No sábado de manhã, véspera da partida, havia grande concentração de corintianos na avenida Atlântica e em Ipanema. Os guardas de trânsito não puderam controlar o grande fluxo e, aos poucos, alguns torcedores estacionavam seus veículos no calçadão da praia.

O auge da “invasão” ocorreu a partir das 8h de domingo, quando a grande maioria dos corintianos vindos de São Paulo já se concentravam no Rio. Os 300 ônibus da torcida organizada “Gaviões da Fiel” tinham chegado por volta das 4h de domingo. Também já estavam presentes integrantes de organizadas corintianas, como “Patota do Timão”, “Torcida Jovem” e “Camisa 12”. Foram registradas brigas entre torcedores e pelo menos um ficou gravemente ferido.

A presença maciça de torcedores do Corinthians, calculada em torno de 70 mil pessoas, causou certos transtornos no Rio, com engarrafamentos, tumultos, agressões e até o esgotamento de bebidas e cigarros nos bares e lanchonetes das imediações do estádio do Maracanã. O Detran e a polícia militar tentaram organizar a “Operação Corinthians” para receber os torcedores que chegavam ao Rio, mas mesmo assim o engarramento estendido foi de cinco quilômetros na avenida Brasil, principal via de acesso à cidade. Nas proximidades do estádio do Maracanã, o trânsito fluía lentamente e o engarrafamento se estendeu por mais de dez quilômetros. Já no início da manhã de domingo, pouco menos de dez horas antes do pontapé inicial no estádio, o tráfego era complicado nos túneis Rebouças e Santa Bárbara, quando dezenas de milhares de torcedores começaram a se dirigir para o Maracanã. O policiamento em toda cidade foi feito por cerca de 1.500 soldados da polícia militar carioca.

O jogo

O gramado escorregadio fez com que as duas equipes iniciassem a partida de maneira cautelosa, com muita troca de passes. Coube aos visitantes o primeiro ataque do jogo. Zé Maria cruzou da linha de fundo, mas o goleiro Renato antecipou-se a Geraldão e fez a defesa. O Fluminense respondeu aos 7 min. Após jogada de Rivellino, Dirceu chutou de fora da área e Tobias defendeu parcialmente. O Fluminense tocava bastante a bola, tentando atrair o Corinthians para seu campo. Rivellino buscava lançar Gil, mas a defesa corintiana, comandada pelo volante Givanildo, dava combate. Em alguns momentos, o jogo apresentou alguma violência por parte dos atletas de ambas equipes. O árbitro baiano Saul Mendes aplicou o primeiro cartão amarelo da partida aos 10 min, após Rivellino receber uma entrada forte de Ruço.

Aos 19 min, o Fluminense chegou ao gol. Após um rápido contra-ataque, Gil cruzou à meia altura na área corintiana. Carlos Alberto Pintinho se antecipou à marcação de Zé Eduardo e desviou a bola, que entrou no canto direito de Tobias. Após o gol, o Corinthians tentou reagir. Aos 21 min, Vaguinho ganhou de Edinho na corrida, driblou o goleiro Renato, mas Edinho se recuperou e afastou o perigo da área carioca. O Corinthians seguiu no campo ofensivo, mas o time tocava a bola em demasia, demorando para chegar ao gol adversário. Romeu insistia em realizar cruzamentos na área do Fluminense, o que facilitava a vida da dupla Carlos Alberto Torres e Edinho.

Aos 28 min, Vaguinho cobrou escanteio e Neca chutou para fora, perdendo uma grande oportunidade para empatar. De tanto insistir, o Corinthians chegou ao gol. Aos 29 min, em novo escanteio cobrado por Vaguinho, Neca ganhou disputa de cabeça com Rodrigues Neto. A bola sobrou a meia altura na pequena área e Ruço marcou, de meia-bicicleta, no canto esquerdo de Renato.

Durante o intervalo de jogo, a chuva se intensificou, mas o árbitro – após consultar os jogadores – resolveu que a partida continuaria. Sem poder trabalhar a posse de bola, os chutões foram constantes e frequentemente paravam nas poças d’águas. Mario Travaglini tirou Cléber para entrada de Erivelto, e Duque substituiu Geraldão por Lance. Depois, foi a vez de Givanildo – com problemas na garganta – ceder espaço para Basílio. O jogo seguiu, porém sem jogadas de grande técnica. O Corinthians chegava mais ao ataque, mas sem aproveitar suas oportunidades. Já o Fluminense esbarrava na defesa corintiana.

Com o empate no tempo normal, as duas equipes foram para a prorrogação de trinta minutos. O empate persistiu e a decisão foi para os pênaltis.

Nas penalidades brilhou a estrela de Tobias que defendeu dois penaltis. O Corinthians chegaria à final para enfrentar outro poderoso time, o Internacional, mas desta vez o Corinthians não resistiu e perdeu a chance de conquistar seu primeiro título nacional.