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O número de brasileiros que acessaram blogs em setembro foi de 12,3 milhões de pessoas, o que significou 50,6% dos internautas que entraram na internet de suas casas, de acordo com dados do Ibope Netratings.

Boa notícia? Nem tanto. Comparado com agosto, houve queda na participação da audiência domiciliar. Neste mês, o número de pessoas que lêem blogs chegou a 12,8 milhões, representando 52,5% dos internautas.

O perfil de quem lê blog é majoritariamente de adolescentes: 60,6% navegam por estes sites. Já adultos entre 35 anos e 49 anos, o número cai para 47,2%

A diferença é que o público considerado adulto navega por blogs através da página principal de grandes portais e de jornalistas conhecidos do grande público.

Os adolescentes preferem blogs fora da grande mídia e chegam, na maioria das vezes, ao conteúdo, por meio de buscadores na internet.

Font: IDG-Now

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Avril Ramona Lavigne nasceu dia 27 de setembro de 1984 em Belleville, poucos anos depois mudou-se para Napanee, uma pequena cidade em Ontário no Canadá.

Desde pequena já demonstrava um enorme talento para música cantando em igrejas e festivais de sua cidade, até mesmo em casa que foi quando recebeu o apelido de “pequeno pássaro cantante” de sua mãe.

Ainda pequena, Avril ganhou um concurso de música de uma rádio local podendo assim, fazer um dueto com a cantora Shania Twain aonde se apresentou publicamente.

Após gravar o CD “Quinte Espirit”, Lavigne se aventurou e foi mais além se mudando para Nova York, deixando para trás a família e toda uma vida em Napanee. Chegando lá a moça conseguiu um contrato com LA Reid que ao ouvir a rockstar assinou o contrato de imediato.

Trabalhando cansativamente, a loirinha rejeitava a ajuda de produtores indicados por Reid pois queria escrever suas proprias músicas. Avril pegou novamente a estrada e foi parar em Los Angeles aonde teve seu primeiro contato com o rock aos 16 anos.

Conhecendo o novo estilo musical ela deixou de lado o country e gospel. Depois de todas as músicas compostas o CD estava pronto para ser lançado com o nome de “Anything But Ordinary”, mas antes mesmo do disco chegar as lojas o mesmo foi trocado para “Let Go”, como conhecido atualmente. Seu primeiro single foi “TocarComplicated” e surpreendeu a todos com tamanho sucesso, mantendo-se durante 5 semanas em 1º lugar nas vendas britânicas. Sites, revistas, televisão e todos os meios de comunicação apontavam o nome da nova estrela do rock, a menina de 17 anos chamada Avril Lavigne.

Seu segundo single chegou em outubro, “Sk8ter Boi”. Junto com ele vinha o título de Sk8ter-girl além de vários prêmios como “Artista Revelação” no VMA, aonde se apresentou com “Complicated”. 8 milhões, esse foi o número de cópias que “Let Go” vendeu antes mesmo de 2003 ganhando 4 discos de platina.

Chegando então o novo ano, Avril foi indicada a vários prêmios importantes: Indicação ao Grammy com “Artista Vocal Feminino”, “Melhor Artista Revelação”, “Música do Ano”, “Melhor Performance Vocal Rock Feminino” e “Melhor Álbum Vocal pop”. Mesmo com tantas indicações e com o inicio de sua turnê “Try To Shut Me Up Tour” Avril não levou nenhum prêmio do festival.

TocarI’m With You” e “TocarLosing Grip ” seus últimos singles foram lançados com o espaço entre eles de 1 mês. Abril chega com a regravação de “TocarKnocking on Heavens Door”, de Bob Dylan para o CD “Peaces Songs” para ajudar crianças vítimas da guerra como mostra o próprio video da música feito pela ex sk8ter-girl.

Indicações e mais indicações para Avril a fazem levar 4 dos 5 prêmios dos quais disputou no Juno Awards e ainda pouco tempo depois gravar “Fuel” em homenagem a banda metálica para “MTV Incon”. Junto com a filha de Ozzy Osbourne, Kelly, Avril apresentou o VMA 2003.

Antes do inicio de 2004 Lavigne lança em novembro seu primeiro DVD. No ínicio do ano seguinte o primeiro single do novo álbum vaza na internet o chamado “TocarDon’t Tell Me”. Em 25 de maio é lançado o novo e tão esperado CD “Under My Skin” mostrando uma nova Avril aos fãs. Antes do mesmo acontecimento Lavigne faz uma mini turnê por shoppings acompanhada de Evan, para divulgar o mesmo. Jesse anuncia que sairá da banda para dar lugar a Craig Wood ex-participante da banda Gob.

Voltando as acontecimentos de 2004, Avril é tirada do ar durante um programa da MTV ao mostrar seu dedo para as câmeras. Enquanto isso o novo álbum da loirinha já estourava em todo mundo. Em apenas uma semana já era disco de platina no Japão e a parada britânica, Billboard, registrava a vendagem de 3 milhões de cópias ocupando a primeira posição.

Mal voltara a mídia e a rockstars já era vítimas de boatos sobre sua vida pessoal e amorosa, que envolvia o vocalista da banda Sum 41, Deryck Whibley. Após “Don’t Tell Me” chega as lojas o segundo e o terceiro single do álbum “UMS”, “TocarMy Happy Ending” e “TocarNobody’s Home” respectivamente. O CD “Under My Skin” após 3 semanas alcança 50 mil cópias no Brasil. Chega outubro e os boatos sobre a privacidade da cantora aumenta, após ela ser vista recebendo um anel de Deryck em um estacionamento de supermercado.

TocarFall to Pieces” e “TocarHe Wasn’t” são os últimos singles lançados e após tantas especulações vem a confirmação de que a faixa 10 do álbum de Avril Lavigne não teria clipe. Mais um ano fechado com chave de ouro por Avril que durante o mesmo ganhou dentre tantos o premio “Melhor Artista Canadense”, no Much Music Awards 2004.

O ano de 2005 chegava trazendo váris surpresas, como o lançamento de “He Wasn’t” que se segurou mais tempo que “Complicated” nas paradas. O DVD com clipes e fotos chega após o lançamento do Dual Disk de “UMS” com todas as faixas normais do CD adicionada com 4 faixas bônus cantadas ao vivo.

As surpresas continuam e desta vez a loirinha faz um incrível dueto com Alanis Morissette, no American Express Concert. Os boatos não param e desta vez eles dizem quem Avril estaria na lista para ser capa da revista “Playboy” que logo é provado o contrário e a animação dos fãs brasileiros sobre a possível chance de Lavigne vir se apresentar no país.

Especulações da saída de Matt Brann, o único integrante da primeira formação da banda, é seguida da pegadinha do programa Punk’d aonde a rockstar “causa” um acidente e é acusada pela dona do veículo. Os acontecimentos não param e Avril é flagrada saindo bêbada e fumando da famosa boate Spider Club com as amigas. Lavigne diz sim ao noivado com o vocalista da banda Sum 41 após ser flagrada aos beijos com o rapaz em Veneza.

Os meses passam e a confirmação dos shows no Brasil chegam. Bilheterias com ingressos esgotados, jovens enlouquecidos para o tão esperado dia, o show da ex sk8ter girl, na turnê “The Bonez Tour”. 21, 23, 24, 25 respectivamente em Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo, esses são os dias e locais da apresentação da loirinha. Avril encerra sua turnê com chave de ouro no Brasil atingindo seu maior público em São Paulo, 40 mil pessoas, e apos dois dias ela completa 21 anos de idades no dia 27 de setembro.

Em novembro a ela assina contrato com a agência de modelos Ford Model e surpreende a todos com fotos como nunca havia sido vista antes. No mesmo mês ela confirma a participação em dois filmes: “Over the Hedge” aonde iria dublar a pequena Heather e a atuação no filme “The Flock”. Em dezembro, é lançado apenas no Japão o DVD “Live at Budokan”.

2006 começa e Lavigne participa da camapanha Youth AIDS mostrando mais uma vez que pe uma pessoa solidária como mostrou gravando “Imagine” (música que ainda não foi disponibilizada ao público) no ano em que se passou em prol dos direitos humanos.

Com mais um projeto no cinema, desta vez a cantora se envolve com o filme “Fast Food Nation”. Avril fecha as olimpíadas de inverno em Turin com um show acústico. Sempre flagrado juntos Lavigne e Deryck decidem se casar no dia 15 de julho com uma cerimônia secreta que surpreende a todos, e o casal sai de lua de mel passando por vários países.

A moça some das lentes da mídia durante alguns tempos e volta com a aparição em revistas como Nylon e em uma revista espanhola para promover jóias.

Setembro chega e os shows inesquecíveis de Avril No Brasil completam 1 ano e ela completa 22 anos provando que já não é mais a mesma garotinha de antes, agora casada, de novo estilo e com planos fervendo para o novo CD que trará a loirinha à cena musical novamente. Apartir daí, uma nova fase começa na vida de Avril. O novo disco, um dos mais aguardados de 2007 é entitulado “The Best Damn Thing” e seu primeiro single chama-se “TocarGirlfriend”.

Agora sob a mira dos paparazzis, Avril volta definitivamente à estampar capas, matérias e artigos, todos citando o novo àlbum. Em janeiro, Avril foi ao telhado da boate Vipper Room, para fazer um ensaio de fotos, à frente de um painel com o nome de seu novo trabalho, o que poderia ser o ensaio do encarte. Porém, alguns paparazzis registraram a cena, o que provocou um tumulto. Algumas semanas depois, Avril aparece em entrevistas na televisão, falando sobre sua nova música, porém, o que chamou atenção foi uma mecha rosa entre o cabelo louro da canadense. E então, mais recentemente, a capa de “The Best Damn Thing” foi publicada na internet, revelando um cenário simples, completamente diferente do telhado da Vipper Room.

Depois de lançado o primeiro single do seu novo álbum, Avril retorna as capas de revistas com ensaios bélissimos. Fevereiro é marcado pelo lançamento do seu videoclipe, “TocarGirlfriend”, no qual vemos três Avril: uma nerd, uma punk e uma avril real, além de conter uma pequena coreografia, algo atípico em Lavigne. Março chega com um show exclusivo para alguns sortudos.

O show rolou em Calgary – Canadá e leva os fãs da loirinha a loucura, pois a mesma canta sete músicas inéditas do seu novo álbum. Mais para frente, Avril Lavigne se supera e grava o seu, até então, mais novo singles em oito idiomas: francês, inglês, alemão, italiano, mandarim, português, espanhol e japonês. No mês seguinte, Avril lança, no site Itunes, uma b-side do seu novo álbum, a música leva o nome de “I Will Be”. Para loucura dos fãs, o “The Best Damn Thing” vaza na internet. Posteriormente, Avril é capa de várias e várias revistas, incluindo a Arena, Seventeen, Bravo, Smack!, entre outras.

O 2° single de “The Best Damn Thing” é “TocarWhen You’re Gone”, lançado em junho. Com um clipe e uma melodia muito sentimental, Lavigne conquista rapidamente o público. Completa-se um ano de casamento de Avril e Deryck. Mais para frente, com o suscesso do hit “Girlfriend”, Avril faz uma parceria com a rapper, Lil’ Mama, e é lançado o videoclipe “Girlfriend (Remix) Ft. Lil’ Mama”.

Avril é acusada de plágio pelas canções “Girlfriend”, “TocarContagious” e “TocarI Don’t Have to Try”. Ainda em dezembro de 2007 Avril lança seu novo single “TocarHot”, com um clipe mais sensual Lavigne supreende os fãs novamente.

Em Janeiro de 2008 a banda The Rubinoss inocenta a Avril das acusações após um acordo. E Chantal que acusou a Avril de plagio por “Contagious” se desculpa pelo incidente pelo fato de não ser a mesma musica.

Novos rumores surge da chegada do tão esperado tour “The Best Damn Thing” no Brasil,e é confirmado que Lavigne fará 3 shows no Brasil. Rumores que Lavigne esteja grávida mais logo e desmentido pelo própria Avril Lavigne.


Tomorrow (tradução)

Avril Lavigne

Composição: Avril Lavigne

Amanhã

E eu quero acreditar em você
Quando você diz que tudo ficará bem
Sim, eu tento acreditar em você
Mas eu não consigo

Quando você diz que vai ser de um jeito
sempre acaba ficando de outro
Eu tento acreditar em você
apenas não hoje, hoje, hoje, hoje, hoje

[refrão]
E eu não sei como vou me sentir
Amanhã, amanhã
E eu não sei o que dizer
Amanhã
Amanhã é um dia diferente

Você sempre teve vantagem,agora está mudando
Quem tem a vantagem sou
Eu vou fazer o que eu tenho que fazer
Apenas não

Me dê um pouco de tempo
Me deixe sozinha por um tempinho
Talvez não seja muito tarde
Não hoje, hoje, hoje, hoje, hoje

[refrão]
E eu não sei como vou me sentir
Amanhã, amanhã
E eu não sei o que dizer
Amanhã
Amanhã é um dia diferente

Hey, sim, sim
Hey, sim, sim
E eu sei que eu não estou preparada
Hey, sim, sim
Hey, sim, sim
Talvez amanhã
Hey, sim, sim
Hey, sim, sim
Eu não estou preparada
Hey, sim, sim
Hey, sim, sim
Talvez amanhã

E eu quero acreditar em você
Quando você me diz que isto estará bem
Sim, eu tento acreditar em você
Não hoje, hoje, hoje, hoje, hoje

Amanhã isso pode mudar
Amanhã isso pode mudar
Amanhã isso pode mudar
Amanhã isso pode mudar

Ouvi esta musica na Last-FM, e não sei porque, mas deu uma vontade de por aqui, aproveitei e deixei um post com o Artista do dia… Esta musica vai para alguém, se esse alguém passar por aqui, saberá que a musica é para você…

Até mais pessoal..

Vocês acham que é fácil ser homem? Estamos iniciando uma campanha para a instauração do Dia Internacional do Homem. Já existe dia da mulher, dia do cachorro, dia do gay, até dia do advogado! Por que não o Dia Internacional do Homem?

Algumas razões para a criação do Dia Internacional do homem:

1.) Quem é obrigado a erguer os pés quando ela está fazendo faxina?
R: O prestativo homem!

2.) Quem se veste como pingüim no dia do matrimônio?
R: O humilde homem!

3.) Quem é que, apesar do cansaço e do stress, jamais poderá fingir um orgasmo?
R: O sincero homem!

4.) Quem é obrigado a sustentar a amante esbanjadora?
R: O abnegado homem!

5.) Quem se expõe ao stress por chegar em casa e não encontrar a comida quentinha, as crianças com o banho tomado, a roupa lavada, a cozinha limpa e o drink já posto sobre a mesa?
R: O doce homem!

6.) Quem corre o risco de ser assaltado e morto na saída da boate, cada vez que participa dessas reuniões noturnas com os amigos, enquanto a mulher está bem segura em casa na sua caminha quentinha?
R: O desprotegido homem!

7.) Quem é o encarregado de matar as baratas da casa?
R: O valente homem!

8.) Quem segura a ‘cauda do rojão’ quando chega em casa com marca de batom na camisa e é obrigado a dar explicações que nunca são aceitas?
R: O incompreendido homem!

9.) Quem é que toma banho e se veste em menos de vinte minutos?
R: O ágil homem!

10.) Quem é que tem de gastar consideráveis somas em dinheiro comprando presentes para o dia das mães, da esposa, da secretária e outras festas inventadas pelo homem para satisfazer à mulher?
R: O dadivoso homem!

11.) Quem jamais conta uma mentira?
R: O ético homem!

12.) Quem é obrigado a ver a mulher com os rolinhos nos cabelos e cara cheia de cremes?
R: O compreensivo homem!

13.) Quem tem que passar por uma TPM calado todo mês?
R: O calmo homem!

E mais:
* A tortura de ter que usar terno no verão..
* O suplício de fazer a barba todo dia.
* O desespero de uma cueca apertada.
* Viver sob o permanente risco de ter que entrar numa briga.
* Pilotar a churrasqueira nos fins de semana enquanto todos se divertem.
* Ter sempre que resolver os problemas do carro.
* Ter a obrigação de ser um atleta sexual.
* Ter que notar a roupa nova dela.
* Ter que notar que ela mudou de perfume.
* Ter que notar que ela trocou a tintura do cabelo de Imédia 713 para 731 louro bege salmon plus up light forever.
* Ter que notar que ela cortou o cabelo, mesmo que seja somente um centímetro.
* Ter que jamais reparar que ela tem um pouco de celulite.
* Ter que jamais dizer que ela engordou, mesmo que isto seja a pura verdade.
* Trabalhar pra cacete em prol de uma família que reclama que você trabalha pra cacete!

Depois elas ainda acham que é fácil, só porque nós não menstruamos, só faltava mesmo né!
DEUS ABENÇOE O SANTO HOMEM !!!!!!!!

Ps.: Desculpem as damas de plantão….

O RPM (Revoluções por Minuto) é o grupo do rock brasileiro surgido em 1985, tendo sido um dos mais populares do país nos anos de 1986 e 1987. Foi um dos grupos mais bem sucedidos da história da música brasileira. Na segunda metade dos anos 80, conseguiram bater todos os recordes de vendagens da industria fonográfica brasileira. Seus criadores tinham um forte embasamento cultural e musical, o que foi fator determinante no tiro certo para o sucesso.
Tudo começou em 1976, em São Paulo, quando Paulo Ricardo namorava Eloá, que morava em frente à casa onde Luiz Schiavon ensaiava com a May East. O casal resolveu um dia visitar os vizinhos, que estavam num ensaio crucial que decidiam entre cantar em inglês ou português. Paulo Ricardo deu seu voto, opinando pelas letras em português e assim conheceu Luiz Schiavon. Neste dia conversaram muito sobre música. Paulo estava começando sua carreira como crítico musical e Schiavon era um pianista clássico. Schiavon buscava um novo caminho, mais popular, mas sentiu dificuldade em encontrar alguém. Foi assim que Paulo recebeu o convite para integrar o “Aura”, uma banda de jazz-rock que ainda tinha Paulinho Valenza na bateria. Depois de três anos de ensaios e nenhum show, Luiz encantou-se pela música eletrônica e pela tecnologia de novos sintetizadores, enquanto Paulo decidiu morar na Europa – primeiro na França e depois em Londres, de onde escrevia sobre novidades musicais para a revista Somtrês e se correspondia com freqüência com Schiavon. Este choque de personalidades impulsionou a criação do RPM depois que o trabalho da dupla foi retomado, já em São Paulo.
Juntos, criaram as primeiras canções. As primeiras foram “Olhar 43”, “A Cruz e A Espada” e a música que batizara a banda que ali nascia: “Revoluções por Minuto”. Gravaram uma fita demo destas músicas com uma bateria eletrônica e encaminharam à gravadora CBS que considerou-as ambíguas e difíceis de tocar nas rádios. O nome 45 RPM (45 rotações por minuto) foi sugerido inicialmente em uma lista de nomes feita por uma amiga. Schiavon e Paulo gostaram do nome, mas tiraram o 45 e mudaram o Rotações por Revoluções. Convidaram o guitarrista Fernando Deluqui (ex-Gang 90 May East) e o baterista Charles Gavin (ex-Ira!) para completar o grupo. Já batizados de RPM, conseguiram um contrato com a gravadora CBS, com o compacto de 1984, que viria com as faixas “Louras Geladas” (a música virou um hit das danceterias e das paradas de sucesso das rádios) e “Revoluções por Minuto” (que foi censurada na época). “Louras Geladas” caiu no gosto do público de todo o país e levou a banda a gravar o seu álbum de estréia, já com o baterista Paulo P.A. Pagni (ex-Patife Band), que entrou para o RPM como convidado, no meio da gravação do LP, o que explica a sua ausência na capa do disco “Revoluções Por Minuto”. Charles Gavin havia saído do grupo para se integrar aos Titãs.

Juvenília

RPM

Composição: Paulo Ricardo/ Luiz Schiavon

Sinto um imenso vazio e o Brasil
Que herda o costume servil
Não serviu pra mim
Juventude
Aventura e medo
Desde cedo
Encerrado em grades de aço

E um pedaço do meu coração é teu
Destroçado com as mãos
Pelas mãos de Deus
E as imagens
Transmissões divinas
E o cinismo
E o protestantismo europeu

Parte o primeiro avião
E eu não vou voltar
E quem vem pra ficar
Pra cuidar de ti
Terra linda
Sofre ainda a vinda de piratas
Mercenários sem direção

E eu até sei quem são, sim eu sei
E você sempre faz confusão, diz que não
E vem, vem chorando
Vem pedir desculpas
Vem sangrando
Dividir a culpa entre nós


M – Onde você vai?
H – Vou sair um pouco.
M – Vai de carro?
H – Sim.
M – Tem gasolina?
H – Sim… coloquei.
M – Vai demorar?
H – Não… coisa de uma hora.
M – Vai a algum lugar específico?
H – Não… só rodar por aí.
M – Não prefere ir a pé?
H – Não… vou de carro.
M – Traz um sorvete pra mim!
H – Trago… que sabor?
M – Manga.
H – Ok… na volta eu passo e compro.
M – Na volta?
H – Sim… senão derrete.
M – Passa lá, compra e deixa aqui.
H – Não… melhor não! Na volta… é rápido!
M – Ahhhhh!
H – Quando eu voltar eu tomo com você!
M – Mas você não gosta de manga!
H – Eu compro outro… de outro sabor.
M – Aí fica caro… traz de cupuaçu!
H – Eu não gosto também.
M – Traz de chocolate… nós dois gostamos.
H – Ok! Beijo… volto logo…
M – Ei!
H – O que?
M – Chocolate não… Flocos…
H – Não gosto de flocos!
M – Então traz de manga prá mim e o que quiser prá você.
H – Foi o que sugeri desde o começo!
M – Você está sendo irônico?
H – Não… tô não! Vou indo.
M – Vem aqui me dar um beijo de despedida!
H – Querida! Eu volto logo… depois.
M – Depois não… quero agora!
H – Tá bom! (Beijo.)
M – Vai com o seu ou com o meu carro?
H – Com o meu.
M – Vai com o meu… tem cd player… o seu não!
H – Não vou ouvir música… vou espairecer…
M – Tá precisando?
H – Não sei… vou ver quando sair!
M – Demora não!
H – É rápido… (Abre a porta de casa.)
M – Ei!
H – Que foi agora?
M – Nossa!!! Que grosso! Vai embora!
H – Calma… estou tentando sair e não consigo!
M – Porque quer ir sozinho? Vai encontrar alguém?
H – O que quer dizer?
M – Nada… nada não!
H – Vem cá… acha que estou te traindo?
M – Não… claro que não… mas sabe como é?
H – Como é o quê?
M – Homens!
H – Generalizando ou falando de mim?
M – Generalizando.
H – Então não é meu caso… sabe que eu não faria isso!
M – Tá bom… então vai.
H – Vou.
M – Ei!
H – Que foi, cacete?
M – Leva o celular, estúpido!
H – Prá quê? Prá você ficar me ligando?
M – Não… caso aconteça algo, estará com celular.
H – Não… pode deixar…
M – Olha… desculpa pela desconfiança… estou com saudade… só isso!
H – Ok meu amor… Desculpe-me se fui grosso. Tá.. eu te amo!
M – Eu também!
M – Posso futricar no seu celular?
H – Prá quê?
M – Sei lá! Joguinho!
H – Você quer meu celular prá jogar?
M – É.
H – Tem certeza?
M – Sim.
H – Liga o computador… lá tem um monte de joguinhos!
M – Não sei mexer naquela lata velha!
H – Lata velha? Comprei pra a gente mês passado!
M – Tá.. ok… então leva o celular senão eu vou futricar…
H – Pode mexer então… não tem nada lá mesmo…
M – É?
H – É.
M – Então onde está?
H – O quê?
M – O que deveria estar no celular mas não está…
H – Como!?
M – Nada! Esquece!
H – Tá nervosa?
M – Não… tô não…
H – Então vou!
M – Ei!
H – Que ééééééé?
M – Não quero mais sorvete não!
H – Ah é?
M – É!
H – Então eu também não vou sair mais não!
M – Ah é?
H – É.
M – Oba! Vai ficar comigo?
H – Não vou não… cansei… vou dormir!
M – Prefere dormir do que ficar comigo?
H – Não… vou dormir, só isso!
M – Está nervoso?
H – Claro, porra!!!
M – Por que você não vai dar uma volta para espairecer?

– Luis Fernando Veríssimo.

III

No pátio o chão é duro, alto o infiltrado muro
Aos que devem pagar;
E era ali nesse limbo, sob um céu de chumbo,
Que ele vinha por ar,
A cada lado um Carcereiro, por temor
De que fosse expirar.

Ou noite e dia se sentava em sua angústia,
Com uma guarda tesa
Sempre a vigiá-lo – vendo-o erguer-se para o pranto,
Curvar-se para a reza;
Sempre ali a vigiá-lo, para que o patíbulo
Não roubasse da presa.

Era o Regulamento, para o Diretor,
Sabidamente o forte;
Proclamava o Doutor que é um fato científico,
E nada mais, a morte;
Dois folhetos por dia o Capelão deixava,
Um piedoso suporte.

E cachimbo e cerveja, ao dia duas vezes,
Tinha ele em tempo certo;
Jamais oferecia esconderijo ao medo
Seu espírito aberto;
E muita vez dizia da sua alegria
Por ter o algoz tão perto.

E carcereiro nenhum indagava porque
Tinha esse estranho gosto:
O homem, a quem a sina sem mercê destina
No cárcere tal posto,
Precisa colocar nos lábios um cadeado
E mascarar o rosto.

Senão vai comover-se, e tentará ajudar
Àquele que o consterna;
E o que pode a Piedade em Antro de Assassinos,
Presa à mesma caverna?
Que palavra encontrar que possa confortar
A pobre alma fraterna?

Cabisbaixos gingamos em torno ao pavilhão,
Os Bufões em parada!
Pouco importava a nós, pois éramos a atroz,
Satânica Brigada:
E a cabeça raspada e pés de chumbo fazem
Alegre mascarada.

E a Brigada rasgava a corda de alcatrão
Com as unhas sangrantes;
Ela escovava o chão, esfregava o portão,
E as grandes cintilantes;
E lavava o assoalho, em alas no trabalho,
Com baldes reboantes.

E inda as pedras quebrava, os sacos remendava,
Co?a broca erguia o pó;
As latas estrugia, os cânticos gania,
Suava junto à mó;
Porém, no peito de cada homem se escondia,
Mudo, um Terror sem dó.

E mudo, todo dia, em onda ele surgia –
Onda de ervas coberta;
Ninguém lembrava a dura sorte que amargura
A gente tola e a esperta,
Até passarmos nós, voltando do trabalho,
Por uma cova aberta.

Era amarelo esgar a boca a bocejar
E algo vivo a querer;
Para o sedento asfalto a lama suplicava
O sangue, seu prazer;
E soubemos nessa hora que antes de outra aurora
Alguém ia pender.

Reentramos com calma, remoendo n’alma
A Morte, o Medo e o Nada;
Co’ uma sacola o algoz foi-se a arrastar os pés
Na sombria morada;
E cada homem tremia ao rastejar de volta
À tumba numerada.

Invadiam à noite o corredor vazio
Contornos de Temor,
Que erravam no desterro dessa rua de ferro
Com passos sem rumor,
E vinham, entre as barras que às estrelas velam,
Brancas faces compor.

Ele jazia como alguém que jaz e sonha
Em doce campo aberto;
Os carcereiros observavam-no a dormir,
Sem compreender, por certo,
Como podia dormir tal sono de abandono
Estando o algoz tão perto.

Os sonhos, porém, somem quando chora um homem
Que nunca chorou antes:
E assim, sem fim vigiamos nós – nós, os velhacos,
Os tolos, os meliantes;
E a nossas mentes veio, a rastejar, alheio
Terror com mãos crispantes.

Ai! Que tremenda coisa a remoer a culpa
Que é dos outros por direito!
Té o cabo envenenado a espada do Pecado
Cravou-se em nosso peito,
E foi chumbo fundido o pranto ali vertido
Pelo que fora feito.

Com sapatos de feltro os guardas se esgueiravam
Nas portas com cadeado;
O seu olhar de espanto via em cada canto
Um vulto recurvado;
E não sabiam por que se ajoelhava a orar
Quem nunca havia orado.

A noite toda oramos, loucos pranteadores
Do morto a nosso encargo!
As plumas no caixão eram as que agitava
A meia-noite ao largo;
E ao sabor do Remorso era o sabor da esponja
Com o seu vinho amargo.

Cantou o galo cinza, e então o galo rubro,
Mas nunca vinha o dia:
Com formas tortas, de tocaia em nossos cantos,
O Terror prosseguia;
Turbavam nossa paz todas as almas más
Que erram na hora tardia.

Em vôo veloz, iam por nós tal como um bando
Que em meio à neve passa;
Com torneio e torção, seu fino rigodão
Da lua faz chalaça,
Nesse encontro espectral de andamento formal
E repulsiva graça.

Com trejeitos se vão as sombras, mão com mão,
Formando uma cadeia;
Sua lenta ciranda era uma sarabanda
Em fantasmal colmeia,
Desenhando – os grotescos – doidos arabescos,
Como o vento na areia!

Fazendo piruetas como marionetes,
Saltitavam absortos;
Mas com flautas de Horror erguiam seus clamor
Hediondos e retortos…
Seu canto era alongado, seu canto era gritado,
Canto que acorda os mortos.

– Oho!? Clamavam. – Largo é o mundo! Mas que embargo
É um membro acorrentado!
E também é cortês, sim, uma ou outra vez
Arremessar o dado;
Na Casa da Vergonha, entanto, jamais ganha
Quem joga co’o Pecado.?

Não era apenas ar o bando a cabriolar
Com tal gozo e prazer:
Para quem tinha a vida por grilhões contida
E não podia correr –
Chagas de Cristo! – os seres eram coisas vivas,
Terríveis de se ver.

Rodavam frente a frente. Rindo tolamente,
Uns aos pares valsavam;
Outros, com requebrar próprio de um lupanar,
Nos degraus se esgueiravam…
Com seu desdém sutil e seu olhar servil,
A orar nos ajudavam.

Pôs-se então a gemer o vento da manhã,
Sem à noite espantar –
A noite que tecia a teia da agonia
No seu grande tear;
E, orando ali, bem cedo nos venceu o medo
Da Justiça Solar.

Gemendo, o vento em volta dos chorosos muros
Vagava; até que, enfim –
Roda de aço a girar – sentimos o arrastar
Dos minutos sem fim.
Vento gemente! O que fizemos para termos
Um senescal assim?

Eu vi então as negras barras (gelosia
Com o chumbo forjada)
Movendo-se, ante a minha cama de três pranchas,
Na parede caiada,
E soube que nalgum lugar fazia Deus
Ser vermelha a alvorada.

Às seis horas limpamos nossas celas,
Às sete tudo é espera…
E o vibrar e o voltear de uma asa poderosa
Sobre o cárcere impera,
Pois o Senhor da Morte – o bafo frio e forte –
Para matar viera.

Em real pompa não passou, nem cavalgou
Corcel branco-lunar.
O alçapão corredio e três jardas de fio
Bastam para enforcar:
Co’a corda da vergonha veio a ação medonha
O Arauto praticar.

Éramos como um bando em pântano tateando
Na suja escuridão:
Não ousávamos dar vazão à nossa angústia,
Dizer uma oração;
Algo morrera em nós, e o que morrera fora
A Esperança… a Ilusão.

Pois a cruel Justiça do Homem Segue avante,
Vai firme, não trepida:
Tanto ela mata quanto mata o forte
Em sua mortal corrida…
É com tacão de ferro que ela mata o forte
A hedionda parricida!

Grossa de sede a língua, à espera das oito horas
Sentamo-nos à toa,
Porque o bater das oito é o sino do Destino
Que nos amaldiçoa
E tem a seu serviço um laço corrediço
Para a alma ruim e a boa.

Ficamos cada qual à espera do sinal
(Nenhuma opção melhor),
Como coisas de pedra em vale solitário,
Sem voz e sem rumor;
Mas cada coração batia lesto e presto,
Qual louco num tambor!

Quando, em súbito choquem, vem do relógio um toque
Que fere o ar invernoso;
Então, todo o presídio deu triste gemido
De desespero ocioso,
Igual ao som que chega aos assustados charcos
Do covil de um leproso.

E, como muitas vezes no cristal de um sonho
Vê-se o pior delito,
Eis na trave enganchada a corda besuntada
De cânhamo maldito,
E eis o som da oração que o laço do carrasco
Estrangulou num grito.

Somente eu conheci a dor que o fez berrar
Com amargor tão forte,
E os remorsos violentos e suores sangrentos
De sua negra sorte:
Quem vive mais do que uma vida também deve
Morrer mais que uma morte.

Este post é para quem gosta desta musica, um video de uma apresentação em flash, muito bem produzida.

Aqui tem o link para a apresentação original, feita pelo site Baú do Professor.

“Não combata os monstros temendo tornar-se um deles, se você olhar para o abismo, o abismo olhará para você.”
Nietzsche


Tavares se sentia cada vez mais acuado, todos os seus planos estavam se dissipando, fugindo de suas mãos como areia. Não aceitava perder tudo o que tinha conquistado com muito custo, uma vida batalhando para chegar até onde chegou. Ser reconhecido pela nata da cidade, e tudo isso sucumbia a cada minuto. Não entendia o porquê dos erros, das falhas existentes. Sua vida estava por um fio, ele seria atirado á lama, não teria mais como recuperar cada minuto de lutas e batalhas até ali. Não via escolhas para serem feitas. As paredes o comprimiam cada vez mais. Como enfrentar Kátia, como explicar o que não tinha mais explicações. Decidiu-se ali mesmo, em por um fim para todos os seus problemas. Algo definitivo, sua mente já não pensava, seu corpo seguia um ritmo automático, não conseguia mais coordenar os movimentos certos. Sua respiração estava ofegante, se desvencilhou da gravata que o apertava, como a acusar cada um de seus crimes, acusar suas falhas, seus medos. Estava sozinho. A esta hora da noite, seu escritório não lhe dava a segurança do dia, pela janela apenas as sombras dos edifícios próximos. A lua se escondia em meio às névoas que insistiam em povoar o céu. Uma fina garoa se anunciava, trazendo consigo as lágrimas que, homens como ele, não conseguiria mais possuir. Pensava em como sair de toda aquela situação, não havia uma porta aberta, uma mão acolhedora neste momento. Estava só, uma solidão nunca antes sentida, perdido entre seus pensamentos nebulosos, como a noite. Levantou-se, e pôs a andar pelo escritório, arrumando os pequenos detalhes que ornavam seu ambiente. Sua mente não se aquietava. As acusações não lhe davam um segundo de repouso. Pegou de trás de alguns livros, uma pequena garrafa, e serviu-se do seu melhor uísque, sem gelo. Sorveu em um único gole, sentado em sua poltrona referida. Adorava ao final do dia de trabalho, sentar-se ali, e observar o sol se escondendo por detrás dos prédios, e sabia que quando o sol desaparecesse por completo, mais um dia estaria terminando, mais um passo em sua busca pessoal de poder dentro do complexo teria sido dado. A que ponto havia chegado, não esperava ter ido tão longe assim. Por um minuto, se lembrou de quando tomou a decisão, um único telefonema dado, e todo o problema estaria acertado. Eliminaria o motivo de seus medos. Um acidente do destino, todo planejado dentro da casualidade de uma grande capital. Agora pensava no mal que havia feito. Não havia mais volta. Estava tudo terminado, e agora uma parte dele não existia mais. Neste momento, sabia que não poderia pedir perdão.
Faria a única coisa que poderia ao menos reparar seu erro. Viu por sobre a mesa o pedaço de papel escrito de próprio punho, com a tinta ainda fresca. Tudo estava explicado ali. Daria todo o amparo necessário para o fruto de seu erro. Ele olhou sua estante, as pequenas coisas que lembravam o passado. Bebeu mais uma dose de seu uísque, respirou absorvendo todo o ar em seu pulmão e olhou pela última vez a janela, somente viu seu próprio reflexo, e as névoas. Num instante, estava sentado em sua poltrona, com seu copo de uísque na mão, pensando em tudo que perdera, no instante seguinte, seu corpo se chocava com grande violência com os vidros da janela, despedaçando a visão de si mesmo. Os pedaços de vidro penetraram seu corpo, causando profundos cortes em sua face, mas a dor não era mais sentida, apenas o vazio por debaixo de seus pés. Havia alcançado o mais alto que poderia em sua vida, estava voando, livre, sem mais problemas, sem medos, apenas levantou seu vôo por sobre a cidade que um dia pensou em conquistar. O vento batia com força em seu rosto, contraindo seus músculos a cada andar que avançava. Reviu todos os momentos de sua vida. Seu casamento, as colunas sociais, as férias que aproveitava em pequenos paraísos particulares, toda sua vida de sucesso passou por alguns segundos em sua mente. Mas em pouco tempo, estas mesmas imagens se transformaram, e viu também suas traições, seus erros que não tinham mais perdão, sua vida que agora, neste último salto para o seu sucesso, ele deixava para trás. Neste momento sorriu, seria lembrado por todos, seria por mais uma vez capa de jornais, sua foto estaria estampada nos principais meios de comunicação. Esta era sua felicidade, alcançara seu mais alto posto. E estava satisfeito consigo mesmo. A queda continuava vertiginosa, cada segundo a mais que se passava era um segundo a menos em sua vida.
Nos últimos segundos, ele chorou, chorou como uma criança assustada, queria os braços de sua mãe, o conforto do ventre materno, e com a imagem de sua infância, por trás de seus olhos fechados, sorriu tranqüilo, quando se sentiu seguro no seio de sua mãe. Chocou-se causando um grande impacto contra o asfalto úmido. Não sentiu o momento do impacto, sentiu apenas um alívio, e segundos depois, nada mais existia. Apenas um corpo, caído sobre a calçada, espalhado em um círculo vermelho de sangue. Não tinha mais medo, não chorava mais, não sentia mais culpas. A chuva que começava lavou a calçada, levando junto toda culpa e todo o arrependimento de Tavares. Tudo terminara. O relógio da catedral próxima ao edifício, marcava quatro horas e cinqüenta e cinco minutos.

Cyndi Lauper

Cyndi Lauper

Cyndi Lauper gravou seu primeiro álbum 1980 ao lado da Banda Blue Angel, que logo se desfez. Em 1983 foi lançado seu primeiro álbum solo, She’s So Unusual, que viria a lhe dar notoriedade em todo o mundo. O álbum vendeu 300 mil cópias no Brasil e 16 milhões no resto do mundo. O primeiro single, “Girls Just Want To Have Fun”, atingiu o topo das paradas chegando a se tornar um hino da geração MTV. Contudo, foi com o segundo single, “Time After Time”, que Cyndi Lauper atingiu o primeiro lugar nos mais diversos países. Logo depois vieram “All Through The Night”, “She Bop”, “Money Changes Everything”, e ela passou a ser conhecida no mundo inteiro, seus clipes eram exibidos com exaustão na MTV, suas músicas no rádio, enquanto seu estilo nada convencional era copiado por adolescentes da época. Todo esse sucesso lhe rendeu o Grammy de 1984, na categoria “melhor cantora revelação”.

Cyndi participou em 1985 do filme “Os Goonies”. A trilha sonora do filme traz duas canções dela: “The Goonies ‘r’ Good Enough” e “What a Thrill”. A primeira canção saiu em single e atingiu boa colocação nas rádios. Nesse mesmo ano, ela foi convidada para participar do projeto USA for Africa, liderado por Michael Jackson, onde vários artistas se reuniram e gravaram a música We are the world, no contexto de arrecadação de fundos para ajudar as crianças carentes da África.

No no ano seguinte, 1986, Cyndi lançou seu segundo álbum, True Colors. A música título do álbum atinge o #1 em diversos países; no Brasil, o álbum chegou a vender mais de 250 mil cópias. Deste álbum foram lançados como single as faixas “True Colors”, “Change Of Heart”, “What’s Going On”, “Boy Blue” e “Maybe He’ll Know”. Cyndi saiu em turnê com a True Colors World Tour, e em 1987 lançou o vídeo “Cyndi Lauper in Paris”, com um “show” gravado na França. Em 1988 Cyndi estréia no cinema com o filme “Vibes”, por ela protagonizado. A música “Hole in My Heart”, gravada no mesmo ano e lançada como single, faz parte da trilha sonora do filme.

Em 1989 saiu o terceiro álbum de Cyndi, A Night To Remember. O primeiro single, “I Drove All Night”, logo tornou-se um sucesso. Porém o álbum não se saiu tão bem como seus dois anteriores. Os singles seguintes: “My First Night Without You”, “A Night To Remember” e “Heading West” não emplacaram, e os números de vendagem do álbum estiveram bem longe de atingir os de seus dois primeiros álbuns. Mesmo assim, Cyndi saiu em turnê mundial, e passou pelo Brasil, onde se apresentou no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, e no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. “A Night To Remember” vendeu 4,5 milhões de cópias mundo afora, sendo 100 mil apenas no Brasil.

Em 1990 Cyndi conheceu o ator David Thornthon nas gravações de seu segundo filme, “Fora de Controle”. No ano seguinte, ela se casou com ele. Em 1992, ela lançou o single “The World is Stone” somente na Europa, onde a música chegou a ser bastante tocada. Na França atingiu o primeiro lugar.

Em 1993 Cyndi lançou seu quarto álbum, Hat Full Of Stars, o álbum “preto e branco”. Essa obra mostra a todos uma Cyndi até então desconhecida: nada de cabelos coloridos e visual espalhafatoso; entrou em cena uma cantora mais introspectiva e séria. Apesar de o álbum ter sido muito bem aceito pela crítica, elogiado, e considerado o melhor trabalho de Cyndi Lauper, ele não se saiu bem nas vendagens. Nele, Cyndi compôs todas as músicas, e assinou a produção juntamente com o Dj Junior Vasquez. Apesar das boas críticas, o álbum vendeu 2 milhões de cópias no mundo e apenas 20 mil no Brasil.

Em 1994 foi lançada a coletânea de sucessos de sua carreira: Twelve Deadly Cyns… and then some. Além dos singles, foram incluídas as inéditas “Come on Home” e “Hey Now (Girls Just Wanna Have Fun)”, esta última uma regravação de “Girls Just Want To Have Fun” que marcou a volta de Cyndi ao seu estilo “unusual”. Cyndi apareceu no clipe do Hey Now com o cabelo amarelo e um chapéu vermelho, ao lado de inúmeras Drag Queens). A coletânea vendeu bem, e Hey Now, lançada como single, foi bastante executada nas rádios. A música também foi tema do filme “Para Wong Foo, Obrigada por Tudo! Julie Newmar”.Em 1995 Cyndi participou de alguns episódios do seriado Mad About You, a sua excelente atuação lhe rendeu um prêmio Emmy. O álbum que recolocou Cyndi nas paradas de sucesso mundiais. Mais de 7 milhões de cópias foram vendidas, e o disco se tornou o seu álbum mais vendido no Brasil: 500 mil cópias. Só na Inglaterra foram 600 mil cópias, e outras 500 mil no Japão.

Passados dois anos, Cyndi lançou em 1997 seu quinto álbum, Sisters Of Avalon. Neste trabalho Cyndi flerta com novas influências e estilos musicais, um trabalho que passa pelo rock, dance, folk, jazz e até world music. Novamente as composições são todas assinadas por Lauper, e a produção fica por conta de Cyndi Lauper, Jan Pulsford e William Wittman. Mesmo sendo um trabalho excelente e inovador, ele não emplacou, pois a vendagem foi baixa, e nem chegou a ter alguma música de sucesso. A única música a ser tocada, e pouco, nas estações de rádio, foi “You Don’t Know”. Cyndi anunciou sua gravidez, e mesmo estando grávida, saiu em turnê juntamente com Tina Turner. No mesmo ano Cyndi tornou-se mãe, e nasceu Declyn Wallace Lauper Thornthon.

Em 1998 Cyndi lançou o álbum natalino Merry Christmas… Have A Nice Life, que traz, além de clássicos natalinos como Silent night e Rockin’ around the chistmas tree, também apresenta músicas da autoria de Cyndi, tais como “December Child” e uma canção de ninar feita para seu filho Declyn. Este foi o último álbum de Cyndi Lauper pela Epic Records, subsidiária da Sony Music, e após uma intensa divergência entre artista e gravadora que se iniciou no começo da década de 90, o contrato de Cyndi com a Sony Music chegava ao fim. No ano seguinte, Cyndi participou do filme “Os Oportunistas”, onde contracenou com o ator Christopher Walken. No mesmo ano, ela lançou o single “Disco Inferno”, pela Jellybean Records, que fez parte da trilha sonora do filme “Os Estragos de Sábado à Noite”, e lhe rendeu uma indicação ao Grammy de 1998.

Em 2000, Cyndi compôs a música “I Want a Mom that Will Last Forever” para a trilha sonora do filme “Os Anjinhos em Paris”. No ano seguinte estava tudo pronto para o lançamento do novo álbum de Cyndi Lauper, Shine, que sairia pela Edel Records, quando os ataques terroristas de 11 de setembro fizeram com que o lançamento do álbum fosse adiado, sem data prevista para um lançamento futuro.

Em 2002 Após o lançamento do álbum ser cancelado, Cyndi resolveu lançar um EP com quatro faixas extraídas do álbum não-lançado: “Shine”, “Its Hard To Be Me”, “Madonna Whore” e “Water’s Edge” e mais uma versão remix de “Shine”. O EP foi lançado pela Oglio Records e pela Rella Music. Nesse mesmo ano Cyndi saiu então em turnê juntamente com a cantora Cher e sua “Farewell Tour”.

No início do ano de 2003 foi lançado o single Shine Remixes. No mesmo ano, Cyndi voltou para a “Sony Music”, e em novembro lançou At Last, um álbum apenas de releituras de clássicos da música. Estão nele “Don’t Let me Be Misunderstood”, “Walk on by”, “If you go away” e até “La vie en rose”. O álbum foi super bem aceito, e estreou em #38 na Billboard, posição, aliás, muito boa se levado em conta as estréias dos últimos álbuns de Cyndi. A última melhor posição foi de A Night To Remember, em 1989. Pelos arranjos da música “Unchained Melody”, Cyndi recebeu uma indicação ao Grammy. No fim do ano, Cyndi iniciou nos EUA a “At Last Tour”, turnê que passou pela Europa, Canadá, Japão e Austrália. “At Last” vendeu 1,5 milhão de cópias.

Em 11 de março de 2004 foi gravado na clássica casa de shows “Town Hall”, em Nova York, o DVD Live… At Last. Numa apresentação impecável, Cyndi interpretou seus maiores sucessos e músicas do álbum At Last. Ao lado de Patti LaBelle e Debbie Harry, a cantora participou do VH1 Divas Live, em Las Vegas, evento promovido anualmente pelo canal americano VH1;

Cyndi Lauper lançou em novembro de 2005 o álbum “The Body Acoustic”. Um álbum de releituras, só que desta vez, acompanhado de grandes nomes da música: dele participam Sarah McLachlan, Ani DiFranco, Shaggy e Adam Lazzara, entre outros. Ela regravou em versão acústica seus maiores sucessos, e as inéditas do álbum foram “I’ll Be your River” e “Above the Clouds”.

Em 2006 Cyndi participou do espetáculo da Broadway “The Threepenny Opera” (A Ópera dos Três Vinténs), ao lado de Alan Cumming, Jim Dale, Anna Gasteyer e Nellie McKay. Ela interpretou a prostituta Jenny, papel que lhe rendeu grande destaque e indicação ao “Tony Awards”.

Em 2007, sai em turnê pelos EUA com a True Colors Tour, tendo como objetivo a arrecadação de fundos para a “The Human Rights Campaign”, uma ONG que defende os direitos dos homossexuais. Ao total são 15 shows e ela conta a com colaboração de Erasure, Debbie Harry, The Dresden Dolls, The Gossip and Misshapes, Margaret Cho & Rufus Wainright.

E após 13 anos sem fazer shows no Brasil, Cyndi Lauper voltaria ao país em uma única apresentação na casa de shows Credicard Hall, em São Paulo, no dia 2 de outubro de 2007. Mas não ouve show algum.

Cindy promete lançar seu novo album em março/abril de 2008. Disse que o album estaria pronto após o 50th Grammy Awards, no qual Cindy apresentou uma categoria.

True Colors

Cyndi Lauper

Composição: Indisponível

You with the sad eyes
Don’t be discouraged
Oh I realize
It’s hard to take courage
In a world full of people
You can lose sight of it all
And the darkness inside you
Can make you feel so small

But I see your true colors
Shining through
I see your true colors
And that’s why I love you
So don’t be afraid to let them show
Your true colors
True colors are beautiful,
Like a rainbow

Show me a smile then,
Don’t be unhappy, can’t remember
When I last saw you laughing
If this world makes you crazy
And you’ve taken all you can bear
You call me up
Because you know I’ll be there

And I see your true colors
Shining through
I see your true colors
And that’s why I love you
So don’t be afraid to let them show
Your true colors
True colors are beautiful,
Like a rainbow

I can’t remember
When I last saw you laughing
If this world makes you crazy
And you’ve taken all you can bear
You call me up
Because you know I’ll be there

And I see your true colors
Shining through
I see your true colors
And that’s why I love you
So don’t be afraid to let them show
Your true colors, true colors
True colors are shining through
I see your true colors
And that’s why I love you
So don’t be afraid to let them show
Your true colors
True colors are beautiful,
Like a rainbow


II

Nosso guardião passeou no pátio seis semanas
O cinza ainda vestia.
Com seu boné de críquete e seu passo lépido
Que alegre parecia;
Mas nunca em minha vida vi alguém olhar
Tão angustiado o dia.

Eu nunca vi alguém na vida que tivesse
Tanta angústia no olhar,
Ao contemplar a tenda azul que os prisioneiros
De céu usam chamar,
E as nuvens divagantes arrastando velos
Enredados pelo ar.

Não contorcia as mãos, como o imbecil que tenta
Nutrir, com cego afã,
No antro do negro Desespero, essa enjeitada
Que é a Esperança vã;
Ele apenas se punha a contemplar o sol,
Sorvendo o ar da manhã.

Não contorcia as mãos, e nunca, fraco ou frouxo,
Chorava em seu alinho,
Mas o ar, como se fosse anódino saudável,
Sorvia ali, sozinho;
E, com a boca aberta, ele sorvia o sol
Como se fosse vinho!

E, no outro pavilhão, eu e as demais almas
Também a padecer,
Tendo esquecido se nosso erro fora grave
Ou um erro qualquer,
Olhávamos entanto, com obtuso espanto,
Aquele que ia pender.

E estranho era notar, passando, como lépido
E alegre parecia;
E estranho era observar o modo como olhava
Tão angustiado o dia;
E estranho era pensar como era grande a dívida
Que ele pagar devia.

O olmo e o carvalho têm folhagens agradáveis,
Primaveril tributo;
Já a forca, onde a serpente finca embaixo o dente,
É uma árvore de luto,
E, verde ou ressequida, lá se perde a vida
Bem antes que dê fruto.

O mundano procura algum lugar na altura
Como o maior troféu;
Mas quem vai ao encalço do alto cadafalso
E da corda do réu,
Para enxergar por uma gola de assassino
A última vez o céu?

Se brilham vida e amor ao som de violinos
É doce e bom dançar;
Dançar seguindo a pauta do alaúde ou flauta
É ameno e singular;
Não é doce, ao revés, quando com ágeis pés
Se dança encima do ar!

Com mórbida suspeita, em curiosa espreita,
O olhamos dia a dia,
Cada um também assim a imaginar seu fim,
Por que ninguém sabia
Qual rubro inferno horrível sua não visível
Alma atormentaria.

Não mais, por fim, o morto caminhava em meio
Aos Julgadores seus,
E eu sabia que estava na terrível jaula
Com o banco dos réus,
E que seu rosto eu nunca mais veria neste
Doce mundo de Deus.

Fomos dois barcos condenados na tormenta,
Cruzando um do outro a via;
Não fizemos sinal e não dissemos nada…
Nada a dizer havia,
Pois nosso encontro não se deu na noite santa,
Mas no infamante dia.

Sendo dois réprobos, por muros de prisão
Vimo-nos, pois, rodeados;
Este mundo expulsara a nós de seu regaço,
E Deus, de seus cuidados;
Na armadilha de ferro sempre à espera do Erro
Nós fomos apanhados.

Twittando por ai…

Erro: o Twitter não respondeu. Por favor, aguarde alguns minutos e atualize esta página.

Musicas – Last.FM

outubro 2008
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