Onde estou agora, luzes e cores pairam a minha volta
Perdido, mas dentro de mim, encontrando as sombras
Um pouco de atenção, dedicação, eu apenas busco a paz
Uma alma que revele meus sórdidos segredos
A sangria de minha alma, minha própria alma, sem cor
Em contraste com tudo a minha volta
A cada momento, a cada instante
Vejo-me em cada tela ainda em branco
Que insiste em mostrar sua imponência diante de mim
Caminho sem destino, em momentos solitários
Uma fuga dos meus pesadelos
Uma fuga de minha vida, uma vida sem vida
Um destino já traçado, um inicio com ponto final
As tintas mancham a pele surrada pelo tempo
As cores se diluem entre a cera derretida
Entre amores perdidos, entre sussurros falsos
Entre gritos agonizantes dos demônios que aqui habitam
Em corpos femininos, corpos febris
Em entrega do corpo, da energia por amor
Amor a vida, amor a falta de vida
Na presença da morte nos detalhes
Onde estou agora, corpos dançam diante de mim
Como loucos, insanos, verdadeiros mártires da sociedade
Deslocados em seu sentido, em suas realidades
Mas livres dentro de si
Estou preso, sufocado pela dor e pelo peso do nada
Do vazio que minha alma exala
Que o fim seja justo, seja real
Que as dificuldades cessem por um momento
E que a paz tome meu corpo
Pálido, sofrido e sem mais destino
Onde estou agora? A sim, não mais estou…

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