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A sombra que cobre meus olhos agora
Tênues como a neblina da noite
A morte em cada segundo mais perto
Presente em cada cigarro, em cada copo de vinho
Não sei se posso agüentar estes segundos finais
Esta presença quase fatal, da morte rondando
Dos segundos que antecedem a grande partida
Já nada importa, talvez um coração destruído
Um pensamento que não resiste a simples olhares
Entre quem, já não me importo mais
Pois não são mais importantes
Já não seduzem como antes
Mas já nos segundos derradeiros
Quando então o ódio toma conta de tudo
Porque comigo?
Porque agora?
Perguntas que invadem minha mente
Invade a mente de todos neste momento
Talvez uma lagrima resolva
Talvez um ato impensado possa mudar os destinos
Pois a porta da morte, já não tenho mais nada a perder
Não há o que temer
Não temos mais sentimentos
Talvez não precisemos ter medo
Pois talvez seja o fim
Um final já a muito esperado
Um final já escrito por mãos, que não são nossas
Mas não tenho mais razões
Perco os sentidos, as emoções
A magia existente se acaba
Destruída por ações impensadas
Apenas os momentos que se foram
Podem agora ser lembrados
Podem ser pensados
Mas mesmo depois de tudo
Ainda ficamos sem realmente saber
Porque agora?
Ainda não é chegada a hora
Estou cansado
Estou já deitado
Só posso mesmo dizer adeus
Me entregar aos lábios da grande deusa da morte
Sinceramente, apenas me entregar
Quem sabe um dia, como sempre dizem os grandes poetas
Talvez a gente possa, novamente, se encontrar…

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