Um pouco longo, mas para quem trabalha com desenvolvimento de publicidade para web, é legal se informar um pouco, e quem sabe conseguirmos criar algo menos invasivo, e que possa ser lembrado pela eternidade… rs…

Plagiando o excelente comercial da Johnny Walker:

“Você pode alcançar a imortalidade, basta fazer apenas uma coisa notável…”

Expansivos, que carregam códigos maliciosos, flutuantes em Flash, vibrantes ou com áudio. Conheça os mais chatos da web.

Com base nos anúncios online irritantes de hoje, a PC World preparou uma lista que nomeia as dez categorias mais perturbadoras de publicidade.
Algumas modalidades incluem flash, anúncios que piscam, vibram e coisas que permeiam a janela de seu navegador. Alguns ainda expandem, abrem em um pop up – mesmo que você os bloqueie, e tocam música ou são no formato de vídeo.
As propagandas mais sinistras parecem não fazer nada, mas silenciosamente raptam seu PC.
As empresas de internet dos Estados Unidos investirão, no total, 21,4 bilhões em publicidade este ano, segundo o eMarketer. E as estimativas dão afirmam que o número alcançará 42 bilhões em 2011.
Mesmo que você cerre os dentes para tentar ignorar um banner com emoticons falantes da Smiley Central, tenha em mente que por mais irritantes que os anúncios online sejam, eles ajudam a manter o conteúdo da web gratuito.
Os “anúncios ricos” podem, contudo, consumir muitos ciclos de CPU, e outras formas de anúncios, como em coluna, geralmente interferem no conteúdo principal.

1. Ultrapassados, irritantes e detentores de atenção

Após ter problemas em focar minha atenção em textos da CNN, percebi que minha falta de concentração não tem a ver com um distúrbio, mas sim com um anúncio da LowerMyBills que estava piscando e dançando ao lado do texto que eu lia.
Estes anúncios tem por objetivo prender nossa atenção. Assim como não consegui ignorar as imagens desta publicidade, a marca LowerMyBills agora está grudada em minha mente.
Especialistas afirmam que anúncios obstrusivos irão ser trocados por outros que dão enfoque aos interesses pessoais dos usuários. Enquanto isso não acontece, caso você tenha interesse nos anúncios da LowerMyBills, visite o site Adverlicio.us, que arquivou praticamente todos eles.

2. Anúncios barulhentos

Ofensivo não é o suficiente para adjetivar os anúncios que automaticamente tocam áudio sem avisar. Esta idéia só pode ter sido concebida para raptar o som dos PCs.
Além de culpar o anunciante, considere incriminar também o site onde aparece o anúncio, pois é ele que libera o vilão com sua política interna.
A empresa de anúncios online EyeWonder diz que um a cada dez anúncios de vídeo iniciarão o áudio quando o usuário passa com o mouse sobre ele, e muitos fornecem um botão para iniciar o som.

3. Anúncios flutuantes

No atual ambiente de publicidade, são necessárias habilidades de gamer para acertar o botão de “fechar” nos anúncios que passeiam pela tela. Estes geralmente são uma mensagem animada, baseada em Flash.
Perguntei anonimamente a um anunciante, que não quis ser identificado, se ele confirmava a suspeita de que alguns destes anúncios são feitos para que, propositalmente, seja impossível encontrar o botão para fechá-los. Sua resposta? “Claro que sim. Eles não querem facilitar sua vida”.

4. Ameaça tripla: vídeo flutuante com som

No mundo da tecnologia, as “uniões” são, às vezes, como torrada e geléia. Em outras ocasiões, a convergência é como um carro destruído.
Experimentei a combinação entre flutuação, vídeo e áudio em um anúncio da Toyota, que não sumiu até que terminou sua performance.

5. Mina ativada ao deslize do mouse

Já pensou em navegar um site no qual a seta de seu mouse é como um game de detecção de minas? Um movimento errado e BOOM!, o anúncio começa a saltar.
Para tal, agradeça a empresa de anúncioa Vibrant Media, que tem uma tecnologia chamada IntelliTXT, que permite que muitos sites mostrem estas janelas.
O serviço funciona pela seleção de algumas palavras de um texto, para que quando o mouse for apontado sobre uma delas, o anúncio sobe. Em alguns segundos, ele desaparece.
Estes anúncios podem, contudo, ter imagens ou vídeos.

6. Anúncios virais

A idéia por trás de marketing viral é fazer anúncios tão convincentes que um usuário tem vontade de dividi-lo com um amigo. O anúncio viral, geralmente um vídeo, uma foto ou um blog, se espalha entre e-mails ou blogs, como um vírus de computador.
O único problema com estes anúncios ofensivos é que para cada criação interessante, somos perturbados por ao menos uma dúzia de amigos.

7. Anúncios expansivos

Este é outro tipo que cresce em popularidade – e não são nada além de comuns.
Se você passa o mouse sobre eles, eles expandem pela tela, tomando a janela do browser. Ao afastar, eles voltam ao seu tamanho original.
Este tipo de publicidade também está cada vez com mais recursos: áudio, vídeo e até games interativos. Geralmente são usados em sites que atraem usuários mais jovens.

8. Anúncios “costurados” no DoubleClick

A indústria de anúncios guiados pelo comportamento dos usuários está crescendo, com a DoubleClick liderando o grupo. Estas empresas rastreiam os hábitos online das pessoas – e às vezes sabem mais que o próprio usuário.
Muitos criam, ainda, dossiês de usuários que os anunciantes podem usar para direcionar anúncios ligados às suas atividades. E a tendência da publicidade online é seguir este rumo, segundo analista da Opus Research, Greg Sterling.
Ativistas de privacidade, contudo, se preocupam com os usuários, interferindo até mesmo na aquisição da DoubleClick pelo Google. Além disso, estão pedindo à Federal Trade Commission para criar uma lista para inclusão de usuários que não querem ser rastreados na web.

9. Anúncios disfarçados de malwares

Sem dúvidas, anúncios que entregam códigos maliciosos são mais que irritantes. A empresa de segurança ScanSafe já rastreou banners perigosos que apareceram no MySpace, PhotoBucket e outros sites.
Geralmente, um Flash instala um cavalo-de-tróia ou um código backdoor em sistemas vulneráveis – 12 milhões destes anúncios vieram da empresa de publicidade RightMedia, da qual 80% são do Yahoo.
A má notícia é que a maioria destes anúncios não precisam de interação dos usuários.

10. Isca, execução e infecção

Também malicioso, outro tipo de anúncio online é o que persuade o usuário com ofertas boas de mais para serem verdade. O site Arizona Daily Star, por exemplo, tinha um destes recentemente.
O anúncio, segundo o próprio site, direcionada os visitantes a sites com códigos maliciosos.

Conclusão

Bem, para os que estão cansados de publicidade online, há boas e más notícias.
As ruins: se você não gosta, é sortudo. Observadores de marketing dizem que a publicidade hoje baseada nos navegadores é tão criativa quanto irritante, pois estas tecnologias estão tão ligadas aos browsers que são difíceis de bloquear.
As boas: Por outro lado, as tecnologias de bloqueio estão se aprimorando, apesar de não correrem na velocidade que os anúncios o fazem.

Fonte: IDG-Now

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