“Tenho medo de viver
Tenho medo de amar
Tenho medo de morrer
Tenho medo de chorar
Estou sozinho agora
E tenho medo do escuro
E das lembranças que ele me traz
O silêncio é perturbador
Atravéz da janela,
O anúncio fraco em neon
Entre as fumaças dos carros
E das chamas acesas nas calçadas
Me lembra do cigarro aceso
Largado em algum cinzeiro
Pela pressa de talvez te encontrar
Mas você não chegou
Fiquei sozinho,
Trancado em meu apartamento
Olhando para as paredes
A passagem esta jogada na mesa
Um preço alto à se pagar
Uma viagem sem volta
Um destino desconhecido
Uma decisão a tomar
O vinho já não desce mais
Quente, como sangue
Como meu próprio sangue
Espalhado pelo chão
Entre as cartas deixadas
Entre a emoção e a razão
Fecho os olhos
O escuro ainda assusta
Mas agora pertenço a ele
E não posso mais voltar
Não tenho para onde
Nem para quem
Não tenho ninguém…”

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