Nas noites frias das grandes cidades
Entre os edifícios e ruínas das torres caídas
Nas paredes pixadas de um muro esquecido
Nas marcas infantis, de mentes hostis.

Entre as ruas escuras, entre néons apagados.
Nas pequenas jornadas das aves noturnas
Nas grandes caçadas, batalhas das ruas.
Nas falsas pegadas de homens sem fé.

No distúrbio mental, em doses insanas.
No medo que gera a violência espontânea
No apagar das luzes, talvez uma falha mecânica.
Um erro fatal, o inicio de todo o caos.

As aves que voam sob o frio do asfalto
Não sabem das grandes tristezas
Que atormentam as mentes que vagam
Sem rumo, por becos abandonados

Que andam, caminham, levitam, flutuam
Que correm, fogem, de um destino impuro
E as aves que voam ao sabor do vento
Ainda não sabem, que não podem voltar

Como as almas inertes, que vagam a noite
Na mesma noite fria das grandes cidades
Onde voam as aves sem destino certo
Onde as mentes se perdem, dentro do inesperado

Onde todos se entregam ao final esperado
Onde se faz, a justiça tardia
Nas noites frias das grandes cidades
E nas praças sem vida, escuras

Por onde nem as aves noturnas, ousam passar…

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