Se alguem se aventurou pelo blog, e chegou a página quem somos, pode ver em meu perfil que sou Iniciado… o que isso significa?… Sigo uma tradição espiritual voltada para o esoterismo, mais precisamente, ligada ao xamãnismo… Vou sempre aproveitar meus tempos livres, para estar falando um pouco sobre o assunto por aqui.

Neste post, vou colocar um texto que explica sobre o mito Xamã, uma pequena lenda indigena que conta o inicio da tradição.

Num mito generalizado, comum a praticamente todas as culturas xamânicas, numa época em que os homens em desamparo eram dizimados pelos demônios das doenças e da morte, a divindade suprema atendeu sua súplicas enviando a águia para ajudá-los. Mas esta não foi aceita como enviada divina por se tratar de uma ave. Apenas uma mulher a acolheu, reconhecendo-a como representante da divindade. Da união da mulher com a águia nasceu o primeiro xamã. Portanto, desde o início, o xamã é um misto de divino, de humano e de animal. Pelo fato de conter em si essas três naturezas, ele tem acesso aos três planos. Daí a sua importância na comunidade onde vive: os homens comuns já não se sentem mais no desamparo, pois um deles possui a divindade e pode servir de intermediário entre esta e o homem comum.
O xamã é escolhido a partir de um “chamado divino”, por herança, ou por aprendizado. Em qualquer um desses casos, logo após a sua eleição, o xamã entra num estado alterado de consciência, num coma profundo, no qual ele é levado para a caverna dos antepassados. Sua cabeça é então retirada do corpo, seus olhos lavados para que possa “ver”, seus membros arrancados, e o resto do corpo cortado em muitos pedaços que são jogados nos quatro cantos do mundo. Esses pedaços são comidos pelos demônios de todas as doenças, e isso, posteriormente, vai outorgar-lhe o direito de cura de todas as doenças. Ao final, seu corpo é refeito; porém, sempre faltará um ossinho, perdido e jamais encontrado, para dar a ele a dimensão da sua imperfeição e, portanto, da sua humanidade.

A partir desse mito, constata-se a existência do arquétipo do “curador ferido”. Aquele que cura com sua própria dor. Ao reconhecermos e aceitarmos a existência em nós mesmos desse arquétipo ativado, recuperamos também alguns de seus atributos. Entre esses, a compaixão e a humanidade, sem os quais qualquer trabalho xamânico não tem possibilidade de êxito real. Ao aceitar sua natureza animal, o terapeuta integra a sua sombra, com consequente contato com uma fonte de criatividade e de cura. Impregnado de compaixão e humildade, o que lhe permite aceitar o paciente exatamente como ele é, em toda a dimensão de sua realidade, o terapeuta mobiliza esse mesmo arquétipo no paciente. Este irá assim desabrochar em termos de compaixão por si próprio. E chegará à humildade de se perceber imperfeito e desprovido de um “ossinho”, como o próprio xamã o é.”

Estou por ai…
Nunca o mesmo, mas sempre por ai…

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