A sombra de seus olhos negros
Seus cabelos, molhados, cacheados
Sua boca sedenta
As marcas se refletem no espelho
Talves um passado distante
Um futuro imperfeito
A sombra suave, e gélida
Teus contornos simétricos
Mas nada é realmente o que parece ser

Talves o medo, de algo inacabado
Ou apenas dois destinos cruzados
Pela ironia de um Senhor já opaco
Que nada sabe, o que realmente é

Pois na verdade, a verdade não existe
Desejos sombrios, talves impossiveis
Inatingiveis, intocaveis
Distante de Tudo, onde nada é real

Mas como dizem, os poetas já mortos
A verdadelá fora, esta intocada
Os desejos se apagam ao vento
Seus cabelos, já secos
Seus olhos negros, eternamente fechados
Onde nada realmente é, o que parece ser…

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