Olhe para os pássaros, indo para seus lares
No horizonte vermelho, o anoitecer
As arvores recolhendo seus galhos
No escuro da noite serena
Vendo o por do sol ao horizonte
Percebo a insignificância de minha presença
O pouco espaço que ocupo
Na mente e nos corações de quem amei
O vermelho do outono
Mesclado com o vermelho do entardecer
Não conseguem me alegrar
Nem me consolar
É a solidão tomando conta de tudo
Junto com a noite, penetrante
Que devora os seres desavisados
Que insistem em enfrentar seu espaço
É um sentimento cruel e solitário
Deturpa a mente de todos
A causa de mortes e suicídios
O verdadeiro medo da noite
Sob a lua cheia, o céu com estrelas
A infinidade diante de todos
A imortalidade ao alcance de poucos
O desejo da morte, não explicito
É a verdade que todos buscam
Mas não se contentam em apenas ver
Querem tocar, querem ter
Querem consigo, todo o poder
É apenas a solidão que se abate a todos
Em algum momento de sua vida
Onde somente os fortes conseguem sobreviver
Mas não tem coragem, de neste mundo,
Se entregar, ou se perder…..












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