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Acho que todo projeto Open Source, deveria ser valorizado, por nós, blogueiros e usuários diários de computador. Não quero discutir o que levou aos blogueiros Stan Schroeder e Michael Arrington de criticar o incio da Wikia Search.
Como um projeto recém criado, é mais do que certo que ele não venha com todas as funcionalidades que encontramos no oráculo google, ou nos outros sistemas genéricos de busca, todos comerciais. O Wikia Search ainda é um bebê diante das grandes potencias no setor, mas nada impede que possa alcançar uma maturidade digna, diante de seus opositores.
Fiz alguns testes de busca e de uma forma muito limitada ainda, encontrei alguma coisa de util. Mas uma analise mais completa so poderá ser feita, após um bom tempo de serviço, e com o apoio de desenvolvedores, tenho certeza que a wikia search poderá se tornar uma ótima referência para buscas, como já o é para pesquisas, com sua irmã mais velha, Wikipedia… Abaixo a materia da IDG-Now, sobre a aceitação do Wikia Search:
O novo buscador de código aberto Wikia Search, cuja versão alpha foi lançada ontem (07/01), ganhou análises desfavoráveis dos blogueiros, incluindo o popular blog de tecnologia Mashable. “Toda vez que eu faço uma análise de um sistema de busca, eu me lembro de como o Google é bom e funciona”, escreveu Stan Schroeder, do Mashable.
O influente e popular blogueiro Michael Arrington, do TechCrunch, também criticou o Wikia Search, dizendo que ele falha e que “é um dos maiores desapontamentos que já tive em uma análise”.
As principais críticas referem-se aos resultados pobres e a ausência de “elementos humanos”. “O Wikia Search parece que foi feito por apenas dois garotos em um mês”, brincou Stan Schroeder.
O Wikia Search, que é um projeto de um dos fundadores da Wikipedia, Jimmy Wales, ainda está na fase alpha e o seu web site contém um aviso que os resultados de buscas ainda são “baixos”.
Wales respondeu às críticas de Arrington, do TechCrunch, lembrando o status alpha do projeto e que, assim como a Wikipedia, o Wikia Search é um esforço colaborativo.
“Nós avisamos no dia do lançamento da Wikipedia que ele era um site vazio com algum conteúdo divertido”, lembrou Wales o começo da enciclopédia online, que hoje é uma das principais fontes de consulta da internet.
Diann Daniel
Aprendi com o pensamento nativo que assim como não devemos bloquear as águas de um rio, não devemos bloquear nossas emoções, mas sim fazer com que elas fluam harmoniosamente como às margens de um rio. Pensando nisso, o que acontece, com águas paradas? O que acontece quando bloqueamos nossas emoções? O Elemento água está diretamente ligado às emoções, assim como a Lua.
Como aprendemos a lidar com as emoções no xamanismo?
Quando não estamos bem, por qualquer motivo, sentimos uma sombra escura, e somos arrastados à medos, depressões, desesperanças. Busca-se a felicidade, mas, para alguns, ela é sempre temporária, não dura.
As crises pessoais ocorrem quando percebemos a inutilidade de um velho padrão, mas continuamos insistentemente apegados a ele, porque nos é mais seguro e familiar.
Para isso precisamos de algo verdadeiro, simples e eficiente, para poder atravessar as águas das emoções que acompanham as transformações, e o crescimento que advém das crises pessoais.
Precisamos estar conscientes que na medida da expansão da consciência, velhas estruturas tendem a cair. O modo antigo vai se disolvendo, tomamos medidas para entorpecer nosso sofrimento, criamos ilusões.
A raiva é a lembranças da dor passada e revisitada. A irritação produz uma substância que se espalha vagarosamente pelo nosso sistema nervoso, interrompe canais elétricos, contamina a aura.
O medo é a dor da lembranças projetada no futuro. Vivemos num mundo com um fluxo invisível de águas de sentimentos. E, as vezes somos inundados pelas ondas das experiências vividas no passado, e quem sabe em outras vidas.
Não há como evitar os sentimentos, somos seres humanos. Há como passar por eles e aprender com suas lições. Negar ou evitar os sentimentos, os intensificam, eles crescem e se tornam maiores na nossa vivência. Aceitar, é reafirmar que estamos prontos para acompanhar e transpor o sentimento de imediato, de maneira que podemos aprender, e crescer na jornada.
Nos povos primitivos e nas sociedades contemporâneas, o medo, embora negado, sempre esteve presente na alma humana, e levou a história a tomar O medo afeta principalmente a áreas:
Nuca – neutralizando emoções e impedindo que as informações cheguem com clareza ao cérebro, processador das mensagens consccientes e aquivo do inconsciente. Ficam retidos no pescoço e nos ombros.
Plexo Solar – se a natureza emocional está em níveis baixos, uma energia se acumula no plexo solar diminuindo a vitalidade e a imunidade do corpo.
O medo é um sentimento que exerce grande controle e limita nossa atitude, nossa criatividade. Através de um chamado interior ele vive um confronto existencial que o força a sair de uma zona de conforto, do falso brilho, da alienação. Reforçando a coragem e a determinação, o praticante de xamanismo, mobilizado por visões, introvisões e vivências, expande a sua consciência, podendo processar transformações de profundas proporções na sua vida.
Praticar xamanismo é ir em busca da excelência espiritual, é enxergar a realidade existente por trás dos conceitos, é se harmonizar com as marés naturais da vida. É trilhar o Caminho Sagrado, atravessando os portais da mente, das emoções, do corpo e do espírito.
Só você pode transformar a sua vida. O poder de decisão é o poder pessoal que poderá fazer isto. O xamanismo pode mostrar como abrir canais para que você descubra quais são as transformações necessárias ao Seu Ser, para caminhar na beleza e amor na Roda da Vida, para você seguir o caminho do seu coração e tocar em sua própria verdade conscientemente.
Kenneth Meadows, em Medicine Way, descreve o Corpo Emocional como um veículo que nos habilita para experimentar emoções e desejos, amor, prazer e sentimentos de elevação, assim com sensações de desconforto e culpa.
O corpo emocional é um veículo mais móvel do que o físico ou energias corporais, e é também capaz de sentir vibrações que o físico ou energia corporal é inábil para perceber. O corpo emocional é capaz de converter pensamentos em sentimentos e vice-e-versa. Ele trabalha com glândulas e sistema nervoso, através da química e o funcionamento elétrico.
Devido à sua fluidez, as emoções humanas estão relacionadas com a água. Definindo as emoções como movimento da mente, a energia da mente pega ou dá impressões através de sentimentos, ou melhor a emoção é uma energia da mente que pode ser sentida. E é essa energia mental que toca o Espírito – o coração – e nós somos conscientemente despertos através dos sentimentos.
A emoção é portanto um poderoso veículo de força e poder, e é também uma ânsia por expressão. Como a água, ela pode ser agitada e tornar-se sombria e fora de controle. Nessa condição ela pode debilitar, ser destrutiva e confusa. Como a água, ela pode estourar na tempestade, afetando tudo no seu caminho, sem que possa ser controlada. Ou nós controlamos nossas emoções e as dirigimos, ou ela nos controla.
Emoções estão relacionadas ao passado – que é outro componente da Direção Norte (Sul no Hem. Norte) da Roda Medicinal – e nos fixa com pessoal, objetos ou situações. Emoções têm afinidade com a cor vermelha – a cor da energia da força expressa no plano físico. Para prevenir-nos de sermos arremessados pelo oceano das emoções, precisamos nos libertar das fixaçõpes do passado que nos limita e inibe, que causa dor emocional no presente e que rouba nossos sonhos de futuro.
Cada degrau de apredizado é uma jornada até territórios desconhecidos e algumas vêzes o medo do desconhecido simplesmente é a causa do desconhecimento. O mêdo é o inimigo da Direção Norte (Sul no Hem. Norte).
Existem dois tipos de medo, o medo real e o medo ilusório. O medo real é devido a pessoa perceber que alguma coisa é possível de acontecer, com base na sua realidade, em fatos reais. Ao atravessar a rua, você olha para os lados. Não fica em locais sinistros e conhecidos como perigosos, etc. Esse medo nos preserva
O medo ilusório é o medo de algo que possa vir a acontecer no futuro. por exemplo medo do dinheiro acabar e no presente está bem financeiramente, de um ataque do coração quando você goza de boa saúde. O medo do que poderá acontecer se wseu parceiro te abandonar, mesmo sendo boa a relação atualmente. O medo de falhar num exame, mesmo estando preparado para ele, etc.
O maior medo da humanidade é o ilusório. É esse o medo que devemos nos livrar. Como? Não é fugindo dele, mas encarando-o com claridade da mente. Aplicando claridade na mente e tendo conhecimento de como lidar com a situação que chega para você do tamanho que ela é.
Victor Sanches em “Ensinamentos de Don Carlos (Castañeda)”:
Convém fazer uma distinção, para fins práticos, entre emoções e sentimentos.
A distinção é bem mais simples do que se poderia supor, enquanto os sentimentos são uma reação natural ao fato de nos darmos conta, de percebermos, as emoções, por sua vez, são o produto não da percepção, mas do pensamento; da razão (que geralmente não é muito razoável no homem comum). Os sentimentos não são desgastantes, ao passo que as emoções o são em alto grau.
Os sentimentos básicos, alegria, tristeza, surgem do fato de dar-se conta.
Nosso corpo por exemplo, quando entrevê seu destino fatal, nos avisa por meio de uma tristeza ou melancolia que não é dolorosa nem desgastante, e sim nos deixa limpos de mesquinharias e nos faz bem.
Assim, também a alegria genuína, aquela que brota bem dentro, que não precisamos provocar artificialmente com piadas ou comédias, surge de um ato de dar-se conta que não passa pela razão, ocorre quando nosso ser percebe algo que o alegra.
Não precisamos pensar para sentir a felicidade por uma vida que nasce, que se movimenta, por uma caricia ou um olhar que nos abraça, por um beija-flor libando o néctar ou por uma árvore a dançar com o vento.
Já as emoções não surgem da percepção, mas do pensamento, não poderiam ocorrer se não pensássemos e, além disto, ao deixar a percepção em segundo plano, as emoções nos colocam em situação de dificilmente podermos lidar com a nossa realidade de maneira sensata.
Exemplos típicos de emoções são : ira, o ciúme, o rancor, a inveja, a autocompaixão, a depressão autodestrutiva, etc.
Nenhuma dessas emoções pode ocorrer se não tivermos previamente os pensamentos adequados. Quem pode zangar-se sem pensar?…Ninguém ! Para alguém zangar-se, primeiro é preciso falar consigo mesmo e dizer-se que o que lhe fizeram não foi justo, que não merecia, ou pensamentos semelhantes. quem não acreditar, tente zangar-se sem palavras ou pensamentos.
Segue Victor Sanches em “Ensinamentos de Don Carlos (Castañeda)”:
Consideremos o exemplo de um namorado que sente ciúmes porque viu a sua parceira conversar muito sorridente com outro homem. Esse é o fato simples: alé há uma mulher (a namorada) conversando com um homem (o desconhecido) e ela sorri. Por acaso esse fato provoca ciúmes? Não! O que produz a emoção desgastante do ciúme é o fato de o apaixonado em questão, a partir de sua “história pessoal”, seja porque viu muitos filmes, ouviu demais as “canções de amor” do rádio ou viveu o desamor de seus pais, ao ver a sua namorada conversando e sorrindo, começar a de modo compulsivo a falar consigo, mentalmente, que ela não tem porque traí-lo assim, que única pessoa a arrancar sorriso da moça devia ser ele, que ele não a engana com outras mulheres ou pelo menos não o faz tão descaradamente, que ela o está desrespeitando, etc, etc.
Este tipo de pensamento e não os fatos em sí provoca essa dolorosa e desgastante experiência do ciúme.
Pouco importa no caso se a mulher estava conversando com um primo, se apenas batia um papo com um amigo ou se tinha mesmo outro amante, o ciúme não vem dalí, mas da cabeça do ciumento.
Assim que afundamos no acesso emocional, a realidade afasta-se cada vez mais; mais nos falamos, menos percebemos e assim por diante. Estando tão longe da realidade, como poderíamos lidar com ela? Naturalmente, a violenmtamos e somos capazes de acabar com qualquer vestígio de amor ou beleza presente e ainda achar que somos vítimas. Assim acontece com os humanos, por isso vale mais lutar para virar um guerreiro.
Como o conjunto das nossas ações, as emoções também são repetitivas e estão determinadas pela “História Pessoal” . Desse modo, cada qual tem seus próprios “hábitos emocionais ” e estes serão uma das suas formas pessoais de esbanjar energia e enfraquecer. por isso, não é difícil descobrir, se fizermos um exame cuidadoso, que os conflitos e problemas emocionais da vida da gente se repetem ciclicamente. Não importa que mudemos pessoas e lugares, os problemas se repetem muitas vezes.
Tudo isto vale para as outras emoções, tão perniciosas e geradas da mesma forma.
Mas agora sabemos um segredo que, se usado na prática, é um tesouro de valor incalculável: as emoções não podem ocorrer sem pensamentos, e ainda, não podem ocorrer sem os pensamentos apropriados.
Isso nos coloca frente a frente com uma forma direta de economia de energia. Se estamos prestes a cair em alguma emoção desgastante, podemos simplesmente entrar num estado de Silêncio Interior e a emoção desgastante não poderá acontecer. Se esta alternativa está fora das nossas atuais possibilidades, mudemos então o conteúdo do diálogo interior; façamos uma canção com os nossos pensamentos, pensando neles em rima, de trás para frente, num idioma estranho, ou concentremo-nos por inteiro na taboada, ou alguma canção infantil, no caso tanto faz, sem os pensamentos apropriados, a emoção não se apresenta.
O quarto planeta era o do homem de negócios. Estava tão ocupado que não levantou sequer a cabeça à chegada do príncipe.
- Bom dia, disse-lhe este. O seu cigarro está apagado.
- Três e dois são cinco. Cinco e sete, doze. Doze e três, quinze. Bom dia. Quinze e sete, vinte e dois. Vinte e dois e seis, vinte e oito. Não há tempo para acender de novo. Vinte e seis e cindo, trinta e um. Uf! São pois quinhentos e um milhões, seiscentos e vinte e dois mil, setecentos e trinta e um.
- Quinhentos milhões de quê?
- Hem? Ainda estás aqui? Quinhentos e um milhões de… eu não sei mais… Tenho tanto trabalho. Sou um sujeito sério, não me preocupo com ninharias! Dois e cinco, sete…
- Quinhentos milhões de quê? repetiu o principezinho, que nunca na sua vida renunciara a uma pergunta, uma vez que a tivesse feito.
O homem de negócios levantou a cabeça:
- Há cinqüenta e quatro anos que habito este planeta e só fui incomodado três vezes. A primeira vez foi há vinte e dois anos, por um besouro caído não sei de onde. Fazia um barulho terrível, e cometi quatro erros na soma. A segunda foi há onze anos, por uma crise de reumatismo. Falta de exercício. Não tenho tempo para passeio. Sou um sujeito sério. A terceira… é esta! Eu dizia, portanto, quinhentos e um milhões…
- Milhões de quê?
O homem de negócios compreendeu que não havia esperança de paz:
- Milhões dessas coisinhas que se vêem às vezes no céu.
- Moscas?
- Não, não. Essas coisinhas que brilham.
- Abelhas?
- Também não. Essas coisinhas douradas que fazem sonhar os ociosos. Eu cá sou um sujeito sério. Não tenho tempo para divagações.
- Ah! estrelas?
- Isso mesmo. Estrelas.
- E que fazes tu de quinhentos milhões de estrelas?
- Quinhentos e um milhões, seiscentos e vinte e duas mil, setecentos e trinta e uma. Eu sou um sujeito sério. Gosto de exatidão.
- O que fazes tu dessas estrelas?
- Que faço delas?
- Sim.
- Nada. Eu as possuo.
- Tu possuis as estrelas?
- Sim.
- Mas eu já vi um rei que…
- Os reis não possuem. Eles “reinam” sobre. É muito diferente.
- E de que te serve possuir as estrelas?
- Servem-me para ser rico.
- E para que te serve ser rico?
- Para comprar outras estrelas, se alguém achar.
Esse aí, disse o principezinho para si mesmo, raciocina um pouco como o bêbado.
No entanto, fez ainda algumas perguntas.
- Como pode a gente possuir as estrelas?
- De quem são elas? respondeu, ameaçador, o homem de negócios.
- Eu não sei. De ninguém.
- Logo são minhas, porque pensei primeiro.
- Basta isso?
- Sem dúvida. Quando achas um diamante que não é de ninguém, ele é teu. Quando achas uma ilha que não é de ninguém, ela é tua. Quando tens uma idéia primeiro, tua a fazes registrar: ela é tua. E quanto a mim, eu possuo as estrelas, pois ninguém antes de mim teve a idéia de as possuir.
- Isso é verdade, disse o principezinho. E que fazes tu com elas?
- Eu as administro. Eu as conto e reconto, disse o homem de negócios. É difícil. Mas eu sou um homem sério!
O principezinho ainda não estava satisfeito.
- Eu, se possuo um lenço, posso colocá-lo em torno do pescoço e levá-lo comigo. Se possuo uma flor, posso colher a flor e levá-la comigo. Mas tu não podes colher as estrelas.
- Não. Mas eu posso colocá-las no banco.
- Que quer dizer isto?
- Isso quer dizer que eu escrevo num papelzinho o número das minhas estrelas. Depois tranco o papel à chave numa gaveta.
- Só isto?
- E basta…
É divertido, pensou o principezinho. É bastante poético. Mas não é muito sério.
O principezinho tinha, sobre as coisas sérias, idéias muito diversas das idéias das pessoas grandes.
- Eu, disse ele ainda, possuo uma flor que rego todos os dias. Possuo três vulcões que revolvo toda semana. Porque revolvo também o que está extinto. A gente nunca sabe. É útil para os meus vulcões, é útil para a minha flor que eu os possua. Mas tu não és útil às estrelas…
O homem de negócios abriu a boca, mas não achou nada a responder, e o principezinho se foi…
As pessoas grandes são mesmo extraordinárias, repetia simplesmente no percurso da viagem.
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“Quando nossa consciência será tão carinhosa que agiremos para evitar a miséria humana ao invés de vingá-la?” |












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