“O verdadeiro amor começa quando nada se espera em troca.”
Antoine de Saint-Exupery
Cáritas
Eu sou o sol que aquece a vida, em nome da vida que criou o sol.
Sou eu quem reverdece o campo em beijos cálidos após a demorada invernia.
Eu sou a força que sustenta as criaturas tombadas, a fim de que se ergam, e as desiludidas, para que recomecem o trabalho do próprio crescimento.
Eu sou o pão que alimenta os corpos e as almas, impedindo-os de experimentar deperecimento.
Sou eu a música que enternece o revoltado, e sou o poema de esperança que canta alegria onde houve devastação.
Por onde eu passo, um rastro luminoso fica vencendo a sombra que cede lugar à claridade libertadora.
Eu sou o medicamento que restaura as energias abaladas, e sou o bálsamo que suaviza o ardor das chagas purulentas que levam à agonia e à alucinação.
Sou a gentileza que ouve pacientemente a narrativa do sofrimento e nunca se cansa de ser solidária, conquanto a aflição se espraie entre as criaturas.
Eu sou o fermento que leveda a massa e dá-lhe forma para aprimorar-lhe o sabor.
Sou eu a paz que visita o terreno árido, adornando-lhe a paisagem fúnebre.
Eu sou o perfume carreado pela brisa mansa para aromatizar os seres e os jardins.
Sou eu a consolação que sussurra palavras de fé aos ouvidos da amargura e soergue aqueles que já não confiam em ninguém, aturdidos pelas frustrações e feridos pelas dores pungentes.
Eu sou a madrugada que ressuscita todos aqueles que são tidos como mortos ou que estão adormecidos, a fim de que possam voltar ao convívio dos familiares saudosos e em angústias devastadoras.
Sou eu a água refrescante que sacia a sede de todas as necessidades e limpa os detritos da alma degenerada, preparando-a para os renascimentos felizes.
Eu sou o hálito divino sustentando a criação e penetrando por todas as partículas de que se constitui.
Convido minha irmã, a fé, para que ofereça resistência ao viajor cansado e o alente em cada passo, concedendo-lhe combustível para nunca desistir.
Eu me apoio na irmã esperança que possui o encanto de reerguer e amenizar a aspereza das provações.
Quando elas chegam, o prado queimado se renova, porque se me associam, fazendo que arrebentem flores e frutos onde a morte parecia dominar…
As duas, a fé e a esperança, constituem os elementos vitais da minha alma, a fim de que permaneça conduzindo todos os seres.
O Senhor enviou-me em Seu nome, com a missão de lembrar a Sua presença no Mundo, desde quando me usou para que as criaturas que Lhe desafiaram a justiça e a misericórdia, pudessem recomeçar o processo de evolução.
Vinde comigo ao banquete suntuoso da ação contínua do bem e embriagai-vos de felicidade.
Eu sou a caridade!
* * *
A caridade para ser legítima não dispensa a fé que lhe oferece vitalidade; e esta para ser nobre deve firmar-se no discernimento da razão como normativa salutar.
Redação do Momento Espírita, com base em mensagem do Espírito Cáritas, psicografia de Divaldo Pereira Franco, em 06.01.99, na cidade do Salvador – BA.














2 comments
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Janeiro 6, 2008 às 7:39 pm
Copy?!
This same txt can be read here:
http://bemcomum.wordpress.com/2008/01/02/o-verdadeiro-amor/#respond
How is it possible!?!?
A nice 2008 for all the world!
Regards.
Janeiro 7, 2008 às 12:46 am
Fer Dobasi
Eu pego estes textos por e-mail, vindos do site “Momentos de Reflexão” e sempre deixo o link de acesso ao texto original, este site citado deve ter pego do mesmo lugar, não vejo isso como uma cópia, mas como um texto belo que deve ser divulgado com os seus devidos créditos, como faço no posto.
Obrigado pela visita…